Paddy says:
hahaha awww honey, maybe your love woes are sucking your enjoyment out of everything
Ora bem, começou com a apresentação, perante 8o mil pessoas e o mundo inteiro, do Cristiano Rónaldo, que discursa com a mesma postura corporal de como está para marcar um livre directo e eu ali a ver quando é que ele ia espetar um pontapé no microfone do Real Madrid, Realíssimo, com o Di Stefano e o Eusébio ali atrás e a evidência que o tempo é lixado e agora ele está ali a discursar Ala Madrid e daqui a 50 anos está a ver um puto da idade dele a brincar com uma bola e a dizer “tu, má méne, foste uma pechincha”. Independentemente do que se disser, eu gosto do Cristiano Ronaldo porque ele é rico, e muito rico, porque é muito bom no que faz e há por aí muita gente que só é muito rica porque tem pais ricos, avós ricos, etc., e nem à bola sabe jogar. Eu como não tenho nem uma coisa nem outra, simpatizo com aqueles que têm a sorte (ou a ambição) de ter o mundo a seus pés, mesmo com um terrível gosto para puxadores de móveis. Mas lá está, quem sou eu para criticar. Amanhã ou outro dia sai-me o Euromilhões, dou uma casa e um mine ao meu estafermo preferido, fico rica e sem amigos, dou dinheiro aos amigos para eles não me chamarem forreta e para que continuem a ser meus amigos, quero ter e fazer e nos móveis do IKEA espeto uma formiga. Bem linda, por sinal. Com cristais Swarovski que uma pessoa enquanto ganha e não ganha o Euromilhões, vai lendo a Vogue.
Depois o Michael Jackson, que ainda não tinha falado nele, que me parece ter sido um infeliz a vida inteira e uma criança presa num corpo de adulto. A criança que nunca foi senão em tamanho. E diga-se o que se quiser dizer, e que era pedófilo e que era pai dos filhos ou não era pai dos filhos e que tomava drogas e deixava de tomar, o que é certo que não ia gostar, nem eu gostei, da exploração da dor de uma criança que o amava muito e que o achava o melhor pai do mundo nas televisões e youtubes de todo o mundo. Porque a dor é privada e imensamente intima, especialmente numa criança.
E a morte do pai de um amigo de infância e a solidão dele, e eu sem saber e eu a querer estar presente e sem saber que ele, sozinho, via enterrar o pai sem um abraço que vale o que vale que não falamos há 7 anos, mas custa e abre-me o coração estar sem poder fazer nada, e neste caso, graças à minha mãezinha, não poder fazer nada porque não sabia.
E o meu dente lascado e o meu medo grande de dentistas que há gente que realmente tem cá uma profissão que não lembra ao diabo, vou mandar fazer um pivot em Corian que isto é só passar com Cif líquido e esfregão verde e fica como novo, meus amigos, é a mil. Mas isto é marfim, de péssima qualidade, e há gente que precisa de ganhar a vida. Quanto mais não seja, a aterrorizar as pessoas com aquelas ferramentas temíveis e que guincham, iiimmmmm, e o aspirador que seca a saliva toda e, pronto, nem quero falar para não me enervar.
E o concerto dos Placebo, para mim e para mais mil ou dois mil ou não sei bem, mas não sei se vou gostar mas não há 9 sem 10 e pronto, fui obrigada. Não é bem obrigada, é que não estou quieta.
E o concerto dos Depeche Mode, que bem acompanhada que vou estar, e vai ser lindo lindo lindo, DAVE GAHAN e tenho de carregar a bateria da máquina senão não há memorabilia e eu sou uma pessoa de recordações.
E gente, vou dormir.
Pronto, gente estrangeira, clicai aqui. Quem é amiga, quem é?
Lasquei um dente. Não se vê, não estou desdentada mas estou sempre a tocar com a língua num dente todo lixado. Que eu sou uma pessoa sensível a estas coisas. Então resolvi ir ao dentista *suor frio*, marcar no mesmo sítio que o big boss diz que é bom e ai a minha vida que até me tremem as pernas. Sexta-feira ao meio-dia. Tivesse eu dinheiro e arranjava uma assistente para me segurar na mão. Já que não podia ir por mim (meu deus, que boa estou nas piadas). Sexta-feira, meio dia. E que o senhor dentista (raio de profissão), faça o favor de ser gentil que eu prezo muito a minha cremalheira. E sou uma pessoa sensível.
Desde que me sinto feliz que isto tem sido uma chatice de primeira ordem.
Caro anjo,
era disto que eu estava a falar.

Plans for the weekend. Off and gone.
Time for disappearance.
And see mom and dad.
And no internet.
And no cell phone.
Boredom
*enfadonha e aborrecida e tudo e tudo e tudo*
Há quem diga que eu tenho o melhor suspiro de aborrecida possível. Mas também há quem diga que tenho a mania (que me valeu aliás, um “gosto disto” no facebook…) [e ah, memória incrível, O prazer de nos elogiarmos a nós próprios..., Trecho 308 d'O Livro do Desassossego]. E, incrível, mas incrível, já me disseram hoje que, e passo a citar, “és um bocado de óperas, tu”. O meu dramatismo tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos, e já lá vão muitos *agarra no espelho e ruga filosófica na testa, puta puta puta*, e é marca registada. Tenho inclusive o TM inscrito na testa, ao lado da ruga, que eu sou dramática mas tenho sentido de estética, enquanto me lamento desconsoladamente com o telefone que não toca, com o telefone que não pára de tocar, com o cabelo que não cresce, com o cabelo grande demais. Fosse eu magra, e lamentava-me com os quilos que não tinha, assim badocha, lamento-me com os quilos a mais e quase que me apetece colar um autocolante na balança com os quilos que quero ver. A realidade fingida. [mental note: trazer autocolantes do escritório]
Sou dramática e refilona. Resmungona. A complaining bitch. E parva, ainda por cima porque refilo refilo refilo e quando devo refilar estou a olhar para o chão. Hoje, enquanto debitava um pequeno discurso ao telemóvel, entusiasmada com a minha capacidade de retórica, já a pensar em Sócrates [aquele que não é Engenheiro] e em outros que tal, já a imaginar-me a dar palestras, a pensar no Gucci ou Prada que eu teria de levar, Dolce & Gabbana não que me parece mais bimbalhote, a pensar, a reinar, e fico ainda mais convencida quando se dá o silêncio, alô alô, digo eu, já impressionada com a minha capacidade de persuasão e toda a gente rendida e ai-meu-deus-que-eu-sou-mesmo-boa-nisto até que eu ouço um “já te calaste?”. Oh meu deus, o drama que se abateu em minha cabeça, eu que naquele hiato me imaginava congressista, reparo que ando a dar pérolas a porcos. “Já te calaste?”, tamanha insensibilidade, tamanha *respira fundo*.
Aqui há uns anos, um colega de trabalho da Ucrânia perguntou-me se eu não tinha música boogie boogie e eu gravei-lhe um CD com Franz Ferdinand.
E a julgar pela que se segue, eu estava coberta de razão.
boogie boogie

I don’t.
Hoje será provavelmente o dia mais feliz das últimas semanas. E um dos mais felizes dos últimos anos.
E não, não ganhei o Euromilhões. E o Billy Corgan não me pediu em casamento.
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*breve momento sorumbático*
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Mas, non desperare, que ele também está assim meio tolinho.
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*bbbbfffuuuu*
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Eu juro que tinha idealizado este post de uma forma completamente diferente, com um je ne sais quoi de profundo e quase digno de ser estudado pelas gerações vindouras. Até comecei a escrever num txt e tudo para imprimir aqui a gravidade da situação e oh mon dieu, je suis trés content, pfff.
Fim-de-semana algures em Portugal com alguém que ainda não sei bem o que é para mim. É bom, sem dúvida, mas ainda me falta o nome para classificar. Acho que para me proteger, vou apenas ficar na parte do “é bom” e quaisquer definições, conceitos ou whatever-the-fuck ficam para trás.
Às vezes tem de se estar presente, tem de se forçar, temos de abdicar de pequenos momentos para que nos dediquemos a algo que até aí nos consumia a mente, o coração e a alma.
E é bom, disso eu tenho a certeza.
Fiz um quiz no Facebook “How well do you know me” e toda a gente acertou que eu queria ser cantora como a Madonna. E eu que pensava que era o meu segredo mais bem guardado. Caramba, pá.
detesto ter planos para alguma coisa e depois não os poder cumprir.
detesto estar em impasses.
detesto este calor.
detesto não ter nada para fazer.
detesto quando não há o Expresso no raio da estação de serviço.
detesto que o Sean Connery visite todos os dias o meu blog enquanto está no seu castelo na Escócia.
detesto o twitter que está mais calado que um rato.
detesto que toda a gente já tenha feito os seus planos para o fim de semana sem ter contado comigo.
detesto não ter conseguido ir ter com as turistas interpol.
detesto as minhas unhas dos pés.
detesto estar rabugenta.

O meu estafermo preferido perguntou-me como é que eu, estando aborrecida com ele, ainda conseguia ser meiga para com ele. E eu digo que a raiva faz muito pior a nós próprios, por isso é que no outro dia fui tomar um café de perdão com um tipo que me apontou uma pistola (verdadeira, com balas e tudo) há uns 2 anos atrás.
Anteontem fui para ir tirar uma criança de 7 anos do banho e a água estava limpinha limpinha. Eu pus a minha cara de má, que tem sido constante nestes últimos meses, e disse “Bruno, não sejas mentiroso, tu nem a cabeça lavaste!” e ele “ai lavei sim, estou-te a dizer, juro, prometo” e da minha boca sai a pérola “não me estejas a enganar que eu tenho mais 20 anos que tu”, e nesse preciso momento, sinto um tremor na coluna, uns bicos de papagaio, uma ciática, uma porcaria qualquer que me projectou para os 150 anos de vida.
A puta da idade também me deu outra coisa, além de distinguir se um miudo de 7 anos tomou ou não banho decentemente. Esclareceu-me em relação aos meus sentimentos e à maneira como me sinto. E se por um lado sou uma desastrada que não pensa muito nas consequências, a verdade é que tenho sempre a certeza em relação aos meus instintos e decisões. É como o meu patrão piqueno que nem pensa como vai fazer as coisas, a verdade é que saem sempre bem. E assim sou eu, a olhar de esguelha para aquilo que vou fazer a seguir e vejo que sim, vejo que funciona, siga. A dificuldade que o meu patrão piqueno tem é em alguém acreditar que aquilo vá resultar bem, e essa mesma dificuldade é a que encontro quando, no meu vai-ou-racha, preciso de apoio e não o tenho. E é essa a dificuldade que eu tenho encontrado em toda a minha vida, é o ninguém acreditar em mim e nos meus instintos. E isso resulta em surpresas, para quem me deixa rumar, e os meus pais, que nunca na puta da vida acreditaram em mim e me vêm com uma casa enorme e minha. As surpresas nunca acontecem, porém, quando alguém salta do barco, do meu barco, quando era pelo nosso projecto que eu queria lutar.
To someone, eu acredito, em mim e em ti, especialmente em ti.
http://minisaia.blogspot.com/2009/06/corrida-de-saltos-altos.html
Me aguardem. A parte chata é que não sei se poderei estar presente, mas mando a assistente. 280metros. Nem que fossem 500m
estava a dizer no meu horóscopo que ia ter um problema de coração. Mas não é coração partido, é mesmo coração, kapputt, foste.
Oh well
pessoas que se magoam para lá do tolerável e eu no meio, a cabeça a rebentar, a impossibilidade de fazer o que quer que seja, e eu no meio, a tentar lembrar-me do bom que tenho, a tentar não fugir, a querer fugir dali, a minha cabeça quase quase a rebentar.
não consigo fazer nada. não quero estar aqui.
o lado bom, o senhor que se entranhou na minha vida e a promessa de um café em três horas, no aeroporto de lisboa, com um old old old friend… em julho.
ando aqui com uma dor de lado. e não é dor de burro pois é permanente. O raio da dor de lado.
O raio da idade.
À medida que os anos vão passando e eu, oh infortúnio, oh desgraça, não vou para nova, tenho dedicado um tempinho para auto-análise e, vá adivinhar-se, calhou hoje. Então estava a pensar, a pensar, e o meu telemóvel ficou realmente sem luzinha agora estou bem lixada que até posso cair a um poço e, caso não tenha partido o pescoço na queda, posso precisar de luz e não há, e eu sinceramente fico um pouco hesitante e pondero se não hei-de pôr uma lanterna na mala caso tal fatalidade se dê. Bem, adiante. The thing is, com o passar dos anos tenho ficado mais impaciente e mais exigente com as pessoas. Principalmente com as pessoas de quem mais gosto. E eu sei que isso ainda me vai custar alguém.
dont like voyeurs
quem se lembrou de andar de martelo pneumático em riste a partir alcatrão a um sábado, devia ter diarreia crónica.
. está sol e calor e feita gulosa acabei com o gelado ontem.
. o álbum novo de placebo ainda me está a convencer mas vamos lá ver se convence.
. o twitter está desinteressante e a estúpida da Tila Tequilla é uma chata que passa a vida a dizer que comprou roupa e aposto que se ela fosse portuguesa se ria assim: hihihihihi. se calhar também ri assim.
. pensava que hoje ia ser dia santo para toda a gente neste país, mas este país tem tanto de estranho como de desinteressante e desde de manhã que não páro de receber chamadas.
. porque é que eu não tirei o desvio do telefone para o meu telemóvel?
. realmente devo ter uma coisa qualquer que estraga todos e quaisquer equipamentos electrónicos e a luz do meu telemóvel foi ter com os anjinhos.
. cenicero cenicero, mi córazon de cenicero
. céus.
. a marta diz que à décima audição o álbum novo vai lá.
. mas eu tentei o mesmo com o ZeitGeist e mesmo com uma relação do amor a prender-me ao Billy Corgan, não foi lá.
. tenho um sofá novo, oferta da patchi.
. confortável, mas tão confortável que o meu sofá do ikea ficou esquecido.
. não muito esquecido que eu pousei o meu real rabo nele ainda há pouco tempo mas levantei-me logo.
. não contei, mas os meus pais vieram a minha casa pela primeira vez (cenicero, cenicero) e correu bem.
. e vem aí o fim-de-semana. santinhos inhos inhos.
. Deus me ajude.
não sei se tu existes
ou se foste um sonho que eu tive
Até nos passam o carro para as mãos sem saber se temos uma média de 3,7 acidentes por dia.
Recebo uma chamada de um número ispianhiol e penso ai ai que é a yashmeen e agora não consigo atender ai ai ai ai, afinal era um cliente aqui da empresa a querer falar o inglês comigo. Não percebi uma palavra.
Bastou pegar no carro e conduzir nos arredores de Lisboa com os meus pais ao lado, para que eles ouvissem, da minha boca e pela primeira vez na vida, uma asneira.
oh well, shit happens.
truth is que eu em antes via tão bem e era sempre a primeira a ver qual era o autocarro que estava a chegar e agora não consigo ler o que está a mais de 5 metros.
p.d.i.
eu e a minha equipa ficámos em 66º lugar no CityChase e demorámos APENAS 6 horas e qualquer coisa.
Acho que vou fazer disto a minha vida.
Pelo bem da civilização e do meu bom nome, decidi remover o meu último post aqui do meu belo blog e que daria um bom exemplo de como só precisamos de algumas letras para perceber a palavra. (e a minha vizinha ouve, entusiasticamente, Quim Barreiros)
(e está a desconcentrar-me, dado que a letra é qualquer coisa como “o cavalo do teu pai” acompanhado daquela chinfrineira típica do Quim, só Quim, dada a familiaridade)
Então ontem fui para uma festa de anos onde havia muita Absolut e eu pensei, ai que bom que a Absolut não dá ressaca, mas tal veio a provar-se mentira, treta vá, pois já bebi qualquer coisa como 500 litros de água e mesmo assim não vai lá. E palavra-puxa-palavra, e a minha boleia mais bêbada que eu, e nós as duas a torcer muito a língua e ai que morremos, e a oferta de boleia do madeixas ficou-se por uma oferta sem procura que eu estava com os copos mas não sou parva. E eu chego a casa e dá-me a saudade do que ainda não tive mas queria, e muito e a saudade de alguém que recentemente conheci e que se revelou ser a pessoa mais extraordinária que se entranhou na minha vida. E falamos no MSN, ele porque é um sem-sono e eu porque estava com vontade de falar, e falamos muito e mesmo assim quando fui para a cama, direitinha que nem um fuzo, ainda lhe liguei e não é preciso estar com os copos para perceber que ele é uma pessoa extraordinária de quem eu gosto. E muito.
E posso dizer que o homem da minha vida passou a ser, definitivamente, apenas o meu melhor amigo. Numa relação saudável, sem histerias, choros, exigências e mágoas. Sem nada. Se isso tem a ver com a pessoa espectacular, ainda não sei, diria apenas que comecei a ver a minha vida com outros olhos.
Eh pá.
Dei tanta confiança ao actor que ele nunca mais me ligou. Tímido, o senhor.
Os meus músculos já me permitem contar aquela aventura que me ia levando à morte e vou começar pela seguinte declaração: EU NÃO FUI PARA A PROVA PORQUE ME APETECEU, FUI ENGANADA. Tudo começou com um convite para passar o fim de semana na Ericeira, que eu, dada à vagabundagem como sou, aceitei prontamente. E na sexta-feira à noite, antes de ir para a cama, a minha amiga diz-me “amanhã acordamos às 7:15” e eu tenho ali uma taquicardia e blasfemos porque nem para trabalhar me levanto a essa hora e vernáculo vernáculo vernáculo, e ela diz-me “mas é para participar no xitixaxe” e eu fiquei naquela que nem ela se calava, nem eu dormia, e eu pensei que fosse uma coisa breve, tudo no mesmo sítio, enfim, para gente dada à inércia como eu.
Fomos. Chegamos, dão-nos uma t-shirt amarela muito bonita, e nisto eu vou ao WC. Na fila está um senhor estrangeiro, enorme, com a t-shirt da prova e a fazer alongamentos e coisas assim e eu fui logo contar à minha equipa, que estranho, que estranho era aquele senhor a fazer aquecimento e rimos todos muito da parvoíce.
Bem, aquilo começou e tivemos de juntar uma data de objectos que incluiu uma japonesa, residente no Azerbeijão e que é bailarina. Depois fomos direitinhos para o Martim Moniz comer caracoletas, apanhamos o eléctrico e fomos para o Castelo. Descemos estoicamente até à Rua Augusta para andar de robe e touca do banho, apanhamos o comboio enganado, vamos embora para o CCB e depois para o Padrão dos Descobrimentos, e depois vamos para o Chiado e para o Rossio e para Entrecampos e para a Alameda e para os Bombeiros de Cabo Ruivo e finalmente a meta, a puta da meta lá longe e tenho uma medalha que me diz que acabei a prova e sinto-me a Vanessa Fernandes e só me faltava correr e ter o meu pai a gritar TENS DE SOFRER BÁNESSA, primeiro porque não me chamo Vanessa e depois porque não corro.
E no Domingo, não estando eu sofrida o suficiente, o que é que eu quis fazer, o que foi? Ir para a praia. Estou mais vermelha que uma lagosta.
E não tivesse eu com a neura hoje e achava que tinha muita piada.
tudo muito bonito, tudo muito lindo, mas estava quase a ser a causa de morte na minha certidão de óbito
e por muito pouco breves instantes, é contigo que me apetece estar, partilhar o mesmo prato e o mesmo copo, e o medo, meu deus, o medo de sermos pequenos demais para algo tão grande ou grandes demais para algo tão pequeno.e por muito pouco breves instantes, quero ver-te dormir, ao pé de mim, conhecer o ritmo da tua respiração, descansar.
E por sempre, por todo o sempre, o medo de falhar. como sempre.
desde que ando a tratar de umas coisas para casa de um actor muito conhecido e que eu já desejei sodomizar algumas vezes.
EDIT: acabou de me ligar, o fofo. Fosse eu outra e já estaria aqui esborrachada no chão a hiperventilar. Só fiz a dança do pézinho. E há gente que não percebe.
Ontem a minha mãe ligou-me e disse “ih filha, a Manela e o advogado ainda vão andar à pancada na televisão” e eu pensei que não seria nada de extraordinário porque a Manela é uma pessoa muito exaltada e parva e o advogado também não me chama a atenção. Mas hoje vi o vídeo e disse “eishh” várias vezes e cá para mim faz falta quem diga realmente a verdade a quem a tem de ouvir, por isso apreciei, enormemente, o Sr. Bastonário da Ordem dos Advogados, o Dr. Marinho Pinto.
o raios parta do carro hoje pegou à primeira.
E vinha esta vossa escriba de um agradável jantar na Ericeira e começa a chover, a chover muito, pensando esta vossa escriba “oh diabo, se isto não é o dilúvio, o que será? Espero bem que o Noé esteja alerta para lançar a sua barca”. E esta vossa escriba entra na auto-estrada, relâmpagos para um lado, trovões para outro, e dei então a personalidade à mesma que se apodera do meu bólide quando conduz em Lisboa, a de asneirenta. E pensei “oh que f*dasse, tu queres ver que eu tenho de fazer a marcha a ré com esta tempestade do diabo e dormir na casa da minha amiga??”. E confesso que estava a ficar f*dida porque era raios e relâmpagos e tudo o que deita muita luz e vai-se a ver, já em terreno seco, que o meu radiola deixa de dar, o filha da p*ta. Já estava eu a pensar em devolver o radio a quem o comprei e dizer “toma lá essa m*rda que deixou de dar” e os the national nunca mais saíram das colunas do meu bólide extraordinário, e eu e ficar f*dida, a ficar f*dida, tu queres ver que este cabrão do raio me f*deu o rádio até que reparo, oh perspicácia, que as luzes do tablier estão a ficar fraquinhas, inhas, e eu sempre ali a 100 km/h antes que a tempestade chegasse ao meu poiso e o rádio não dá, cabrão do c*****o, e as luzes que iluminam a estrada deixam de dar. Filho da puta, penso eu, sem asterisco sem nada. E nisto, neste nanosegundo, o cabrão do carro pára.
E pronto, amiguinha, obrigada pelo empurrão no meu carro. Que lá ficou, inerte, o cabrão.
O nosso problema, disse ela, é querermos demais da nossa vida.
Não tenho tido nada para dizer, a não ser aquela da professora maluca que tem dado muito assunto aos bloggers mais ou menos inspirados deste país. E já há alguns blogs que se dizem anti-moda por não falarem da referida professora, mas o que é certo é que falam, nem que seja para dizer que não o fazem. Vai haver uma festa aqui neste antro de porcos assados e não me apetece ir, para não ir tenho de ir para casa da minha mãe, o que é igual a colinho e a bolinho que a minha mãe faz bolinho para a sua filha rechonchudinha. Se a minha mãe não me disser que estou mais magra vou ficar desiludida que até tenho andado a ter cuidado com a alimentação, se bem, que hoje mandei uma fatia de salame, de péssima qualidade, já agora, e um snickers, que se tivesse o triplo do tamanho não só me teria morto à sede, como teria custado o triplo do preço (reparem nesta piada fantástica, reparem). Agora querem saber o que me tem acontecido, querem? A minha vizinha, que é fantástica, deu-me sopa, muita sopa, e boa sopa. A minha outra vizinha teve uma filha. Conheci uma pessoa interessante através do twitter. E essa pessoa disse-me que eu não parecia gostar muito do meu trabalho e isso fez-me pensar porque eu dantes gostava, eu dantes era feliz e acordava prontinha para ir para O meu trabalho e agora, e foi preciso essa pessoa fazer essa afirmação em jeito de pergunta, eu descobri que já não o sou, já não o sou há muito tempo e ainda não tinha chegado a essa conclusão. O meu boss e eu, estamos infelizes, queremos que tudo funcione de uma forma completamente diferente aquela que realmente tem funcionado. Diz-me ele, o meu boss, que somos demais para isto. Para aquilo. Somos demais, somos maiores. E é por não estar completamente sozinha ali é que ali continuo, mesmo que agora, só mesmo por agora, me sinta a definhar.
É impressionante que uma professora de História, lá no Norte do país, e que andou, e passo a citar, 12 anos na escola mais 4 na faculdade mais 2 no estágio mais 2 na pós graduação e 1 na especialização , diz metestes.
for just one day.
E em ontem fui a Lisboa para ir buscar uma amiga e fiquei lá até hoje e sinto falta de tempo para mim e amanhã vou aturar gente parva e não me apetece nada nadinha nem dormir nem acordar nem fazer nada nada nada e o que eu quero apenas é sopas e descanso e conversas no msn que eu sou pessoa de me entreter sem pôr vírgulas nem pontos finais
Uma amiga minha fala-me das coisas que a revoltam e como está triste com esta e outra situação. Faço o melhor que sei e posso, tento mostrar que, mesmo longe, estou do lado dela e que a apoio incondicionalmente e que ela é, como já lhe disse, uma pessoa que adoro e estimo.
Uma amiga minha liga-me e diz-me “A minha vida está uma meeeeerrrddaaaa” e combinamos jantar amanhã para eu a ouvir, para ela deitar cá para fora o que a magoa.
Uma amiga minha tem o coração em cacos, estou no carro com ela à rasquinha para fazer o xixi e ela fala fala fala, deita tudo cá para fora, tenho o xixi mas não interessa, estou aqui para ti.
Tenho para mim que dava boa psicóloga, conselheira emocional, mesmo com a bexiga a rebentar de xixi. Digo muitas vezes ao homem da minha vida que tenho de lhe dizer que gosto muito dele todos os dias porque tenho medo que ele se esqueça. E é isso mesmo que eu digo às minhas amigas, que eu estou do lado delas, quer seja para ir comer percebes e imperial, quer seja para estar a ouvir pela enésima vez, porque é que as coisas deixaram de funcionar.
O twitter está em manutenção. E agora? O que é que uma pessoa faz? Desliga o computador e vai ter com pessoas? E conversa e tudo? E pode atingir os 140 caracteres?
Um longa e penosa hora.
E onde está a minha gente do MSN?
Sei quais são as melhores roupas, os melhores sapatos, os melhores móveis e trens de cozinha. Conheço os melhores restaurantes, os melhores sítios de petiscos, os melhores bares e discotecas, sei onde existe o bolo de aniversário perfeito. Sei comer bem, beber bem, vestir bem e viver bem.
Então porque raios é que eu sou pobre?
FDS.
(momento Justin Suarez)




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