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O poema do "sou-te"

III/ A VOZ DE DEUS

Brilha uma voz na noute…
De dentro de Fora ouvi-a…
Ó Universo, eu sou-te…
Oh, o horror da alegria
Deste pavor, do archote
Se apagar, que me guia!

Cinzas de idéia e de nome
Em mim, e a voz: Ó mundo,
Sermente em ti eu sou-me…
Mero eco de mim, me inundo
De ondas de negro lume
Em que para Deus me afundo.

Fernando Pessoa

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