E aqui vai a reviewzinha
Smashing Pumpkins em Algés. Quando soube que eles vinham a Portugal fiquei eufórica. E os dias foram passando com o newborn a fazer contagem decrescente no blog, comigo a pensar mais ou menos o que seria o que não seria, com toda a gente a pensar o que seria e o que não seria. Até que chegou o dia e lá fomos nós para um recinto em que não se podia levar tampas das garrafas mas existiam pedregulhos no chão. E fomos com o nosso coração apertado a pensar no que aquilo ia dar, cheios de certezas que iria ser um bom concerto nem que o Billy se lembrasse de andar aos saltinhos a cantar as pombinhas da catrina.
Ao sol, a ficar com a cara e ombros mais vermelhos que o vermelhinho do Benfica, os seguranças que não tinham a dentição completa (é que nem um), a correria para a grade. Eu bem que tentei correr mas, e se um dia eu disse que mando muito estilo a correr, peço desculpa mas enganei-vos. Então lá foi o newborn a correr desenfreadamente a caminho da grade. E conseguimos.
Começou com Triangulo de Amor Bizarro. Nem são estupidamente maus, já vi pior, mas eles lá deviam de querer calar o público nem que fosse pelo som estupidamente alto que nos fazia contrair o esterno. A menina do baixo com o vestido que tinha uma nódoa. O menino-que-cantava-era-perna-curta e quando se tem perna curta, menino, não se usa calças com dobras em baixo pois ainda fica pior. Tinha umas cuecas brancas. Isto não é relevante, bem sei, mas também pouco mais há a dizer acerca desta banda.
Os Balla querem ser os GNR.
Os White Stripes são fantásticos.
Os Smashing Pumpkins… começou com a maior ovação da noite, com chuva e com a Today. A partir daí foi uma felicidade de espremer o estômago e de fazer esquecer tudo o que está à volta. Importava saber que o tipo do estrangeiro estava a incomodar os outros, importava saber que todos os dias levantamo-nos às 8 para ir trabalhar às 9, para sair do emprego às 18 e chega ao fim do mês e temos 1 euro na conta? Não. A noite era nossa. Minha e da banda. De todos os outros fãs e da banda, cada um com as suas experiências, com as suas vivências tão intímas e ao mesmo tempo tão comuns. Stand Inside Your Love. E chovia. As novas músicas soaram-me bem, bastante bem. E todas as músicas me soaram bem, as novas e as antigas, que são, para mim intemporais. Termina o concerto e tudo sabe a muito. E a pouco. Quero vê-los outra vez ainda este ano. E já tenho companhia. Não é?
if you have to go don’t say goodbye
if you have to go don’t you cry
if you have to go I’ll get by
someday I’ll follow you
see you on the other side






sc_project=2605355;
sc_invisible=1;
sc_partition=25;
sc_security="7851f586";
Para a próxima podem tocar a “In The Arms of Sleep” em vez da “Gossamer” que eu não me importo. Quer dizer, podem tocar o que quer que seja em vez da “Gossamer”. Não estou a dizer que é má; simplesmente em concerto torna-se chato.
1. Eu é que mando estilo a correr. Muito.
2. Tens companhia seja na ispianha ou na sibéria.
E da próxima tem que haver mais do Adore, a Mayonaise, a Thru The Eyes Of Ruby e a Porcelina. E isto para n ser exigente.