Arquivo

Archive for Julho 29, 2007

Há alturas na vida em que eu devia estar quieta

Casamento da minha amiga de há muitos anos. Passámos muita coisa juntas, 6 anos de escola mais 5 de universidade. Férias juntas, passeios juntas, muita coisa se passou na vida de todas nós. O casamento foi, como não podia deixar de ser, fantástico, com ela absolutamente maravilhosa, com o senhor noivo quase careca mas da maneira como o sempre conhecemos. Revivemos momentos, reencontramos pessoas, rimos muito, bebemos muito. Ui, aquela paixão de adolescência. Estamos muito jeitosos. O senhor da máquina a afiambrar-se muito à minha amiga companhia, a estúpida com quem partilhamos a mesa com um anel igual ao meu. Aquela paixão de adolescência que passa e me faz festinhas no braço. Senti um friozinho no estômago, depois de quase lhe ter desejado a morte por ele ter estado a 5 centímetros de mim e não me ter dito nada. Com o meu vestido preto eu nunca me comprometo. Bebemos 2 [ou seriam 3] garrafas de branco. Falamos com toda a gente. Brindamos com os pés em cima das cadeiras. Vamos tentar brindar com as mesas todas. A paixão de adolescência. Olá Olá. Então? A ti dei-te um beijinho na passagem de ano. UIA. Na passagem de ano de há 7 anos atrás e com ele em quase coma alcóolico. Temos boa memória, temos sim senhor. [E depois eu enchi a sala da passagem de fumo e toda a gente fugiu da sala pois não via nem um centímetro à frente e ele ficou a dormir no sofá, passavam poucos segundos da meia noite]. Fomos brindando, eu fui buscar Baileys, a paixão da minha adolescência abeira-se de mim e diz-me que o meu Hi5 tem fotografias muita bonitas, e eu fico babada e damos um beijinho no canto da boca para ninguém ver. E não nos víamos há 7 anos, mais coisa menos coisa. Depois vou para a mesa, o raio das sandálias não dão jeito nenhum a andar, ou será da corrente de ar? Deixa-me uma rosa na mesa. Entretanto temos uma notícia devastadora que põe mais uma vez à prova a fortaleza da nossa amiga noiva. Ela resiste a tudo com uma coragem do tamanho do mundo, prova essa que preferíamos que ela não tivesse passado e todas nós daríamos um pouco de nós próprios para que nada tivesse acontecido. Vou conversar com a paixão da minha adolescência no carro, está calor e vamos dar uma voltinha. Falamos muito.

Vou dormir

Categories: coisas