A felicidade é feita de pequenos momentos
Confesso que hoje acordei triste. Tinha muita coisa para fazer e a vontade é escassa, a juntar ao stress de ter tudo feito, ao stress de ter de ter [uau] um projecto alinhavadíssimo até ao final da semana (que eu por acaso, como não sou estúpida nem nada, vou exigir que seja entregue até quinta-feira) e seguia a minha vida, triste triste.
Até que abro a caixa do correio e vejo:
- a conta da EDP
- a conta da Internet
e, por acaso não está no correio, mas sei que vou ter de ir ao gás.
A tristeza já se foi. Estas coisas fazem-me um quentinho por dentro mesmo, pronto, agradável.
Entretanto na minha ronda pelos jornais diários (que eu sou muito informadinha) encontrei a seguite notícia:
O nível de preços médio em Portugal é cerca de 20% mais baixo do que o da média da União europeia a 15 (UE-15). Ou seja, para comprar um cabaz de bens que, a preços médios europeus custe 100 euros, os consumidores portugueses teriam de gastar apenas 82 euros. Boas notícias? Nem por isso.
E eu pensei logo: “aqui há treta”. Fui ver.

A casa diz que é mais barata, mas é só se for fora dos centros urbanos. As telecomunicações são mais caras (apesar ter sido “divulgado” ainda na semana passada que a nossa internet adsl era a mais barata da UE). O álcool e o tabaco sim senhora, aí gostei de ver. E a saúde também é mais barata. Tudo coisinhas boas. Para gozar dos “descontos”, teremos de ir morar para um sítio longe dos locais de trabalho que por norma se situam em centros urbanos e por isso mais caro na habitação, temos de fumar muito e beber que nem cavalos, e temos de ir para as listas de espera intermináveis nas urgências dos hospitais. Agora comer uma refeição como deve ser é que português não pode porque não ganha para isso. Fumar pode. Beber pode. Comer bem… talvez quando acabar aquela diferença dos 40%.
E a imprensa que vá enganar mas é o diabo.






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