E foi mesmo.

2007 Agosto 19
by lilystrange

Vamos jantar, vamos conversar, vamos pôr os pontos nos is.

Fomos jantar e conversamos, ou melhor, tentei conversar porque ele não é tão falador quanto isso. Falamos.  Tentamos, pelo menos. Que eu não estivesse apaixonada por ele já eu sabia e sabia muito bem. A atracção por tudo o que ele é seria suficiente para desejar estar com ele. O amor viria depois, o amor vem sempre depois.

Que ele não estivesse apaixonado por mim já eu sabia. Mas o que se passa do outro lado é quase sempre uma incógnita. Não está apaixonado por mim. Existirá, talvez, uma atração que fazia com que ele estivesse ao meu lado. Mas para ele o amor não vem depois, o amor tem de estar presente e a atração não lhe chega.

Acabou uma relação, será que alguma vez existiu? Como eu me sinto? Bem. Da mesma maneira que ele não está apaixonado por mim, nem sente amor por mim, eu também não. Eu gosto dele e isso foi sempre ponto assente, mas gosto dele porque ele é quem é. Não existe partilha de interesses, não existem os mesmos gostos, não existem os mesmos objectivos de vida. E eu não preciso de mais uma relação destrutiva como a que tinha/tenho com o homem da minha vida. Não preciso de mais uma relação em que sou eu a lutar por tudo, não preciso MESMO de uma relação em que eu de tanto gostar do outro me esqueci de gostar de mim. Porque pode-se amar muito alguém, mas para esse amor ser mais efectivo, precisamos de um amor próprio ainda maior. Para ser bem sincera, sinto-me aliviada. Tenho ainda muito para construir, quero muito mais do que tenho. Ter alguém ao meu lado que não achasse que os meus objectivos de vida são, em parte, os meus objectivos de vida dele, só me iria bloquear. E eu não quero culpar ninguém pelos objectivos que não atingi, não precisamos de ser duas pessoas miseráveis com objectivos falhados em mãos.

Como o Sr. Martinis diz, falta-me um “Tu cativas-me”. Mas ele há-de andar por aí.

Vou ali lavar a alma.

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