And so it is
como já haveis reparado, a inspiração, ou a falta de, chegou a este blog. Não me apetece actualizá-lo, pouco ou nada tenho a dizer, o meu pai continua a não ser o presidente do BCP apesar de partilhar o mesmo apelido sem a parte do Jardim, não ganhei o euromilhões, também não joguei, não me desapaixonei mas também não me apaixonei novamente. Pouco ou nada tenho a dizer e eu queria que fosse muito. Queria chegar e dizer Oh minha gente, às 20h no Luca, pago eu! Queria chegar e dizer Oh minha gente, dia __ no Palácio da Pena caso com o homem da minha vida! (já escolhi o sítio, já escolhi o homem, só me falta mesmo escolher o dia e ele dizer que sim e tudo).
Toca a todos, a inspiração, ou a falta de. São períodos que podem durar 2 dias, 3 meses ou 1 ano.
Acabei de ler no outro dia o The Secret que comecei a ler por causa do homem da minha vida. Não, não julguei que podia fazer com que ele se apaixonasse por mim através do bendito segredo. Comecei a ler porque eu achei que devia ler. Mais do que o “livro da moda”, é um livro interessante e que de certa forma dá razão à minha maneira de ser e de existir. Já tinha dito aqui o que eu acho sobre ressentimentos, sobre perdões e sobre o “ser grande”. Ser grande não é só preencher os documentos do IRS todos os anos. Não é só descontar para a segurança social. Ser grande é saber perdoar, saber estar de bem connosco próprios, saber aqueles que nos querem bem, saber aqueles que nos usam a seu bel-prazer. Com o Segredo aprendi que sim, tenho razão. Ser grande é ter dentro de nós um mundo, o nosso mundo. E torná-lo habitável, para nós e para os outros. É no meio deste Big Bang que me encontro. E a tornar o meu mundo habitável, para mim e para quem eu quero que dele faça parte. E é nesta luta que me encontro. E não sei se haverá lugar para este blog. Talvez seja só uma questão de dias. Ou não.
Até breve. Mas para terminar…
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Ricardo Reis






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Bom post!
Continuas a cativar-me com o que por aqui escreves
Para mim és “grande”
Eu sei que não comento com regularidade mas visito este blogue todos os dias e até hoje não me arrependi. Gosto muito da maneira como expões as coisas que te vão na cabeça com um toque de humor bem… bem, digamos ‘peculiar’. ^^ Espero que este blogue tenha lugar nesse mundo que tentas construir mas se não tiver, ao menos que saibas que tinhas (ou tens) fãs blogueiros.