FHM
Quem é que nunca leu a Ragazza? Quem é que nunca leu a Cosmopolitan? Quem é que nunca ouviu bocas de individuos do sexo masculino por estar a ler tais revistas?
Ora bem, pegando num exemplar da revista FHM de Novembro, que só me chegou às mãos agora, só me lembrei das duas revistas que mencionei acima. Em comum às três, a beldade na capa. Na FHM, sim senhora, a rapariga é jeitosa, com uma lingerie bonitita, mas depois abrimos a revista e as comparações à Ragazza ou à Cosmopolitan são gritantes. Anúncios. Artigo futil com beldade de rabo para o ar, uma legenda de uma fotografia do Pedro Abrunhosa “Porra, fechar a braguilha de óculos é lixado”. Uns gadgets. Um carrito, uma secção pretensiosamente denominada “repórter” onde há espaço para a camisola da selecção de rugby (uhhh) e mais gadgets, futebol, bicheza, moda (COMO PREGAR UM BOTÃO QUANDO A MAMÃ NÃO ESTÁ!!!), uma actriz em lingerie, um restaurante, um artigo a fazer lembrar as revistas do coração sobre pessoas que desapareceram, mais outro sobre a estupidez do mundo (que será talvez o artigo mais certo desta revista), uma galeria de fotos que os leitores mandam para lá (se fosse na Ragazza, era com os gajos dos Tokio Hotel, com o travesti assim a dar o ar da sua graça), mais uma festa, cartas dos leitores, piadas dos leitores (coisas de elevado interesse até agora…)… a Secção V de Verdade (UAU), com cartinhas dos leitores a contar os seus engates, olhem só que lindo. O nilton foi ao shopping. Filmes. Séries da TV. Música. Jogos para PS. Livros. As 33 coisas que eles não conseguem perceber, e o que ocupa o n.º1 é o fecho dos soutiens. E a menina boua da capa numa entrevista muito profunda. Joguinhos online (mesmo para jogar). Um repórter na cozinha. E gadgets. Mais uma menina de lingerie que diz que o fato azul do Super-Homem é tão giro. E mais um gajo de futebol americano. Roupa. Ténis. Perfumes. E que tal a entrevista ao Miguel Veloso cujo título é “Gosto muito de Você Leãozinho”?!?!?!?!?!?? Ragazza aqui já. Mas a melhor parte é onde ensinam os homens quase de barba rija a trabalhar com as mãos, o que me faz pensar se isto é revista de homens já feitos ou de virgens que nunca tocaram numa mulher e vai disto, vamos lá aprender. Não é que, e depois de ler, seja mau porque não é, mas caramba, é quase inato. E termina com a crónica da Sisse.
Ora bem, a revista em si não é péssima. Mas se adaptarmos a Ragazza para o masculino, a coisa vai dar ao mesmo. E note-se que a Ragazza é coisa para adolescentes.








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