Pois, bem sei
que ando desaparecida. Mas hoje vou aqui prestar contas, olá se vou. Basicamente ando sem tempo para o MSN e para o blog. Corações partidos por aí, um deles é o meu. É impressionante os corações estilhaçados que aí existem como se estivessem no meio de combate desta coisa que se chama amor, amour, Liebe, ou simplesmente uma-gaja-é-estúpida-e-deixa-se-apanhar-por-quem-não-merece.
E tal como um burro carrega a sua carga, eu tenho de carregar com o meu fado. Que fui eu que escolhi e lá está aquela parte de uma gaja é estúpida e depois anda por aí com cara que toda a gente lhe deve e ninguém lhe paga. E depois anda por aí com a mente ocupada com merdices que não valem rigorosamente nada e que têm atormentado metade dos escritores e criativos dos últimos, deixai-me ver, milénios e que, tal como eles morreram quase todos com veneno no bucho, tal será o meu destino. Se bem que cada vez que passo na Ponte 25 de Abril, apetece-me sair do carro para ver o que está lá em baixo. E diz-me o sr. doutor: “Menina, isso chama-se pensamento suicida” mas eu acho que é curiosidade… mórbida.
E depois assim é, anda uma pessoa enchanté com o homem da sua vida que decide fazer das suas e nestas coisas a alma ressente-se. E A auto-estima cai-se-nos aos pés, duvidamos do que é nosso, do que é meu e do que é dele, sem primeiro querer armar-me em Mike Tyson e comer as orelhas dele. Pelo menos alguma coisa dele dentro de mim ficava, o pior é se é de difícil digestão como as favas e o pepino e anda uma pessoa triste, não só porque o homem da minha vida rompeu definitivamente com a relação que tínhamos que por acaso, e deixai-me ver, não é nenhuma, mas uma burra tem de carregar a sua carga, como anda embuchada com tal petisco. E se tiver aquela espécie de sorte que tenho tido nos últimos tempos e que me tem possibilitado alegrias como acertar os números vizinhos dos que foram sorteados no Euromilhões, ainda tenho um processo em cima e não me posso aproximar dele, e por conseguinte, dar beijinhos na face do ser desprovido de orelhas.
Ando muito engraçada. Não tivesse estado eu até às 8 da manhã à espera duma mensagem simplória que não chegou. Fixe. E por isso, e porque não conseguia dormir a imaginar os cenários mais terríveis como a descida do Shrek à humanidade, então vai de tomar 2 xanaxes e ao meio dia, 4 horas depois portantos, já estava acordada. E aqui estou, convencida que o xanax é mesmo um placebo, conforme o sr. Newborn diz.
E nada mais tenho a dizer. Vou ver os The National.


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Quando quiseres conversar, estou aqui, mesmo que tenha que fazer uma chamada internacional
É só avisares.