Blindness #2
Mas sei que pensas que sou uma toninha por ter perdido os meus dois cartões multibanco.
Mas sei que pensas que sou uma toninha por ter perdido os meus dois cartões multibanco.
* gosto muito mais de ti quando usas o teu perfume.
* ninguém te pediu para entrares na minha vida outra vez.
* nem sequer pediste licença.
* deves ter a mania que sabes mais do que o mundo.
* sabes mais do que o meu mundo, e deverias ter vergonha.
* não sei o que eles dizem, mas não me interessa.
* não sei o que pensam.
* nem o que pensas de mim.
* nem eu.
Eu acredito, sinceramente, que o factor cunha funciona apenas como uma entrada numa empresa ou numa instituição pública, dependendo a manutenção, nesses mesmos sítios, da competência de cada um. Por esse motivo, acredito piamente que a integração nos quadros de uma jornalista (com carteira profissional e tudo) num jornal lá da terra seja mantido por competência da mesma. Agora acho muito estranho, talvez até pela própria continuidade do mesmo jornal, que a mesma jornalista, de 27 anos de idade, tenha sido promovida a directora.
E qual é o porquê da minha estranheza?
Em primeiro lugar, conheci vagamente a agora-directora do jornal nos meus tempos de escola. Não era excepcional, bem-nascida, mas nenhum poço de sabedoria.
Em segundo-lugar, a direcção de um jornal, regional ou nacional, requer, no meu ponto de vista, de um savoir-faire considerável que eu duvido que a jornalista em questão tenha, não por incapacidade, mas por uma certa inexperiência (convenhamos, uma direcção de um jornal não se pode prender, apenas com jornalismo, temos questões de marketing, gestão de conteúdos, etc,etc)
Em terceiro lugar, o factor cunha é realmente importante para quem o tem. Conheço muitas pessoas brilhantes, da mesma zona, que nunca tiveram a mesma oportunidade, apesar do mérito.
Em quarto lugar, que a direcção de um jornal aos 27 anos de idade não seja um passo maior que as pernas.
Em quinto lugar, boa sorte.
&/%#&()($$#$&/ = pôrra.
tenho dito.
Semana de mérde. Assim, sem dó nem piedade, não foi melhor que uma bosta de vaquita dos Açores (nus Açures há uma vaca por cada três habitantes). Levantar cedo, todos os dias, deitar tarde todos os dias, implicar desalmadamente com aquele que consideramos o homem da nossa vida, ou então já considerei, nem sei dado que tenho implicado tanto com ele. Paciência de santo, a dele, que a minha há muito que fugiu ali para os lados de Varsóvia. Quero ver o “W” para ver o que o Oliver Stone fez. Queria ver o Gael para casar com ele assim que ele olhasse para mim e assim lá fugia eu para o México ou para qualquer sítio que ele quisesse. O homem da minha vida ficava cá, talvez me amasse na minha ausência porque comigo presente ele não ama, não me ama. Talvez devesse fugir para a China, fazer turismo espacial, estar longe. E ele sem mim. Comi uma feijoada esta semana e fiquei com os intestinos num virote. Deve ser da maldade, diz ele. Eu que fecho os olhos para matar uma centopeia. Eu que vi finalmente o gás instalado na minha casa. Eu que estou proibida de utilizar o fogão. Eu que queria tanto usar o fogão e fazer comida quentinha. Não há cá fogão para ninguém menina, senão a menina chega e liga a luz e rebenta com a casa. Papá vai dar fogão novo à sua filha mais nova que não sabe cozinhar. Filha mais nova do papá burra. Filha mais nova do papá má. Má rês. Má, dizem eles.
Má. Quem me dera. Ser má. Virar as costas a quem não me quer. Má. Por Deus, não. Más são as cobras e o meu sangue ferve.
Your mind is racing like a pro, now
oh my god it doesn’t mean a lot to you
one time you were a glowing young ruffian
oh my god it was a million years ago
you’re dumbstruck baby
you’re dumbstruck baby now you know
you’re dumbstruck baby
you’re dumbstruck baby now you know
you’re dumbstruck baby
É verdade que ando stressada, é mesmo verdade que me apetece discordar, discutir e dissertar sobre todo o mal que existe nos outros. É verdade que nem toda a gente me quer aturar, mas também é verdade que quem não me quer aturar também é o ser mais martirizado.. … ….
Mas ninguém ninguém ninguém me percebe. NINGUÉM.
Tão apertada que demoro uma eternidade a chegar a qualquer lado. Com carros de um lado e outro, com carros à frente, com carros atrás. Formigas vistas lá de cima do céu. A polícia na sua incessante caça à multa. Eu, sozinha, por vezes acompanhada, a tentar perceber para onde é que vão, eles e eu, a formiga no carreiro veio em sentido contrário. Farta, farta de conduzir, de olhar com insatisfação para o ponteiro da gasolina, farta de esperar o verde, farta de ir a 50, farta de olhar para os radares, para mim, para a polícia, para tudo à volta.
A recompensa foi encontrar a Yashmeen à minha espera para mais um bolo de morango no Frutalmeidas. Mesmo com meia hora dispendida para percorrer meia dúzia de quilómetros. Eu e os outros.
Está toda a gente doida, todinha. Todinha.
E eu por aqui passeio, entre a loucura alheia e a minha, que isto de estar entre loucos não só incomoda como enlouquece.
Resta-me o “Segredo”, que já tem vindo a dar resultados fantásticos nomeadamente na parte da visualização de achar dinheiro na rua, porque eu ontem achei um multibanco na rua. Só o multibanco. E papel com saldo de conta. Tinha 380 euros na conta, o senhor. Mais umas visualizações e acho dinheiro a sério.
A Yashmeen perguntou, e aqui vai:
1. A música do rrraaparanpanpan. Não sei quem são, sei que são brasileiros. Se não são, parecem. Odeio, faz-me lembrar uma miuda imbecil e com a mania e que eu odeio. Sim, eu normalmente não odeio ninguém, mas ela é o ponto central do meu ódio. E tinha a música no telemóvel. Na volta a música não é má, mas à miuda, odeio-a, mas creio que já tinha dito isso.
2. O James Blunt. Sim, a nossa vida é uma porcaria, sim, dor de amor dói até Marte, sim, levamos muitas tampas, mas já chega. O tom de voz, monocórdico, miserável, também não vai ajudar, ó James.
3. Os Tokio HOTEL. Podem ter a mensagem mais linda do mundo, podem ser os rapazes mais lindos do mundo, podem ter um trabeca bem jeitoso a cantar e que na volta nem é trabeca mas sim o amor do coração de mil e uma gajas, mas é aborrecidão.
4. Buraka Som Sistema. Ou aqueles do fim di simána no xiwáwa. Se não são os mesmos, para mim podem ser. Mesmo que apareçam no NY Times.
5. Os H.I.M.. Podem ter mil e um heartagrams tatuados no corpo, podem ter uns olhos azul água e serem lindos de morrer, mas são só a versão mais glam do James Blunt.
6. OS Scorpions. Velhinhos velhinhos, chatos chatos. Mesmo que dêem umas guitarradas que toda a gente imita no 2001 ali no Autodromo de Cascais (que é, olhos que a terra há-de comer, o sítio onde vi mais guitarras imaginárias, e muito boas, de boa marca e tudo).
7. O Luís Represas. Aquela de Sagres, tu sabes é, parece-me uma canção nostálgica sobre os momentos de autosatisfação da adolescência dele. Perdoem-me os fãs.
Já teria posto baixa por depressão, ataque de coração, pedras nos rins e rugas. Mas isto da crise ainda tem piadas, nomeadamente o Presidente da GALP vir a público fazer, pronto, uma ramboiazinha, ao dizer que “Esperamos muito que os preços desçam para que os nossos consumidores fiquem satisfeitos.”
Há gente com piada.
Dei por mim a contar todos os tostões e a pôr 10% em poupança. Já tenho 55 cêntimos. A minha bolsa de Wall Street está em crise desde o século passado. Ando tão forreta que pedi que me fizessem um recanto secreto na minha mesa de cabeceira (herança dos meus avós, já agora), mas ainda só tenho moedas pretas para pôr lá. Sonho com o dia em que não consigo pôr lá nem mais uma nota. A minha senhoria é a mulher mais rica que conheço. É, simultaneamente, a mulher mais forreta que conheço. É podre de rica. Tem um Mercedes e uma casa em cada cidade. Tem setenta e quatro anos. É rica, forreta para quem lhe terá de pagar a renda, uma esbanjadora em prendas para a família. Quero ser rica. Como ela. Para esbanjar em prendas para a família. Para um Mercedes.
Já cá cantam 55 cêntimos.
Estive a actualizar a minha lista de coisas para fazer até Setembro de 2010.
http://lilystrange.wordpress.com/101-coisas-em-1001-dias/
UAU
Ora bem, a Yashmeen disse-me assim:
_ tens um desafio de seleccionar as tuas 7 músicas preferidas e porquê.
E eu pus-me a pensar, até hoje, até agora, e chego à infeliz e triste conclusão que todas as minhas músicas preferidas narram dores d’alma. E como hei-de eu fazer isto sem começar um interminável rol de males e de lamentações?? Simples, enumero as minhas músicas e vocês já sabem que por umas e por outras que eu sou uma desgraçada e só ouço desgraça.
1. Smashing Pumpkins – Today
2. Smashing Pumpkins – Mayonaise
3. Smashing Pumpkins – Disarm
4. Smashing Pumpkins – To forgive
5. Smashing Pumpkins – Stumbleine
6. Interpol – Hands Away
7. Interpol – A time to be so small
8. Interpol – Pace is the Trick
9. PJ Harvey – Oh my Lover
10. PJ Harvey – Is this desire?
E de fora ficam umas dúzias de músicas do Sméshe é que mexe, dos Interpol, da sô dona PJ Harvey, dos National, dos Arcade Fire, do Jeff Buckley, dos Placebo e de todos os amarguradinhos que por aí andam.
que estou há imenso tempo com vontade de escrever aqui qualquer coisa, mas quando vou mesmo mesmo para escrever, dá-me um ataque de tosse-caturreira e ando aqui que nem vejo certo.
Logo, vou deixar de fumar.
Caturreira.
estou com vontade de embirrar pronto.
E não me digam nada.
nadinha.