Londres. 2005.
Foi há quase 4 anos que fui a Londres pela primeira e única vez. Com as minhas amigas de sempre, aquelas que também percebem porque é que, de volta e meia, me dão ataques de misantropia. E porquê Londres agora, neste fim de semana chuvoso?
Porque apetece-me. Londres não é a cidade dos meus sonhos, mas apetece-me. Apetece-me ouvir aquele MAINDAGUÉP dito de uma forma que eu quase juro que se não reparasse na pôrra do buraco, vinha de lá um senhor londrino dar-me uma galheta. Apetece-me ficar completamente doida porque uma libra não é propriamente um euro e dar por mim a comer o queque mais caro do mundo inteiro. Apetece-me olhar para as montras, ver os preços, e não fazer a mínima de quanto será aquilo. Apetece-me comer carne de 3ªcategoria, com batatas fritas que pesam 100 gr cada e pagar 15 libras e mesmo assim, não fazer a minima de quantos euros paguei.Apetece-me ir para um pub qualquer às 4 da tarde, beber pints como qualquer outro yuppie saído do trabalho e abandonar a festa quando acaba… que é as 11 da noite. Apetece-me aquele jarro de bebida misteriosa azul algures no Soho. E os Teatros, e os concertos, e os esquilos em qualquer parque. E tudo o que aqui não existe.
Londres apetece-me. Pelo menos hoje.






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