O diário de uma gripe

2009 Janeiro 8
by lilystrange

Começo na véspera da véspera de Natal, um dia mais ou menos diferente para esta aqui. Espirros e dores e ranho, muito ranho. Não me aguento, pensei eu, e mando dois cêgripe que a noite esperava-me e só há um jantar de Natal de firma por ano. A gripe que espere. E esperou. Intimidada pelos cêgripes, deixou-me entregue às caipirinhas, ao vinho, aos baileys e às escadas do Kubo às 4 da manhã.
Natal. Dia passado entre família e entre lenços de papel. Antigrippine, Vicks Vapo Spray, chá quentinho, leite quentinho, mel. Na mesma. Resistente, a puta.
Passagem de Ano. E eu pensei, se isto não vai depois da caixa de cêgripe, de antigrippines e similares, o que é que cura tudo? O álcool. O que arde, cura, toda a gente sabe. E depois de alguns tchim-tchins de Martini e alguns tchim-tchins de vodka com sumo de maçã IKA, o que é que sucede? Não me lembro, mas também não me lembro de me assoar por isso deduzo que tenha ficado momentaneamente melhor.
No dia seguinte estava pior. Doía-me mais a cabeça e tinha a boca seca de não respirar muito bem pela boca, de maneiras que a coisa realmente não se curou com a vodka Absolut, cuja garrafa, já agora, é uma ternura.
A coisa foi andando e piorando, a crise apoderou-se do meu corpo e eu começo a pensar que quando era uma fumadora convicta, eu não ficava doente. Mas depois passou-me a ideia. Mas é verdade.
Até que me rebenta um ouvido, vitima de tanta funga e assoadela, e eu começo a pensar que se calhar nem os Cêgripes, nem os Antigrippines nem vodka absolut nem nada me iam ajudar. Fui ao Sr. Doutor. E tenho antibiótico e comprimidos e uma falta de paciência que me assusta.

No comments yet

Leave a Reply

Note: You can use basic XHTML in your comments. Your email address will never be published.

Subscrever o feed deste comentário por RSS