Em primeiro lugar, ainda faltam 300 visitas para chegar aos 100000 e estou a ficar um bocado impaciente. Ainda por cima, porque tenho uma coisa preparada e é tão linda tão linda que nem sei o que raio fazer para conter esta excitação.
Em segundo lugar, graças ao senhor Deus e ao sr. S. Pedro, deixou de chover. E dei por mim pela primeira vez em anos a apreciar o solinho e ah tão bom estar ao solinho e pareço uma rã ao solinho (gosto de inhos e de má sintaxezinha). Claro que daqui a nada começa a fazer calor a sério, o S. Pedro parece que gosta de exagerar na dose e anda aqui tudo a assar. Assim está bom, dá para passar um final de tarde bastante agradável na esplanada de uma praia qualquer.
Em terceiro lugar, reparei que às 12:13 do dia de Carnaval está a dar, na SIC, aquele programa super inovador que vai ser galardoado, certamente, com um emmy, pullitzer e quiçá, nobel (numa categoria que não existe mas que vão criar só para este programa) que é o ‘Tá a gravar! SIC meets the new extra low.
Em quarto lugar, e para vocês não pensarem que eu estou variada da cabeça e só penso nas 100000 visitas, vou falar do Carnaval. Nunca gostei do Carnaval, nem quando era pequena. Assusto-me com as máscaras, ainda ontem passei por uma bruxa e só para não dar parte fraca é que não comecei a chorar, mas o meu estômago encolheu-se todo. Mas agora nem está muito mau, dado que a grande maioria dos homens mascara-se de mulher e este é o fenónemo mais interessante do Carnaval. Estes homens, robustos, de barba feita, machos, se vêem um gay são capazes de lhe chamar paneleiro, mas no Carnaval lá estão eles todos contentes a fazer de mulher. Eu acho que é devido a uma problema de identidade qualquer, mas é provável que um desses homens tenha agora ataques de virilidade e me queira partir a cara. É Carnaval, ninguém leva a mal, senhor machão. Ninguém duvida que é muito homem, acreditamos que só queira ver como é vestir um collant e um sutiã.
Em, ora bem, sexto lugar, ontem apanhei uma barrigada de frio, almocei e jantei com a pessoa mais perfeitinha do mundo, conheci duas pessoas das quais não gostava antes de as conhecer e agora são-me indiferentes. Mas se elas desaparecessem não faziam mal nenhum.
Em sétimo lugar, a coisa mais triste do mundo é conduzir um carro topo de gama e depois ir conduzir o meu velhinho renault clio de 1994. É de ficar com lágrimas nos olhos.