Hoje será provavelmente o dia mais feliz das últimas semanas. E um dos mais felizes dos últimos anos.
E não, não ganhei o Euromilhões. E o Billy Corgan não me pediu em casamento.
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*breve momento sorumbático*
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Mas, non desperare, que ele também está assim meio tolinho.
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*bbbbfffuuuu*
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Eu juro que tinha idealizado este post de uma forma completamente diferente, com um je ne sais quoi de profundo e quase digno de ser estudado pelas gerações vindouras. Até comecei a escrever num txt e tudo para imprimir aqui a gravidade da situação e oh mon dieu, je suis trés content, pfff.
Arquivo
All the voices in my head
Fim-de-semana algures em Portugal com alguém que ainda não sei bem o que é para mim. É bom, sem dúvida, mas ainda me falta o nome para classificar. Acho que para me proteger, vou apenas ficar na parte do “é bom” e quaisquer definições, conceitos ou whatever-the-fuck ficam para trás.
Às vezes tem de se estar presente, tem de se forçar, temos de abdicar de pequenos momentos para que nos dediquemos a algo que até aí nos consumia a mente, o coração e a alma.
E é bom, disso eu tenho a certeza.
humpf
Fiz um quiz no Facebook “How well do you know me” e toda a gente acertou que eu queria ser cantora como a Madonna. E eu que pensava que era o meu segredo mais bem guardado. Caramba, pá.
bored to death
detesto ter planos para alguma coisa e depois não os poder cumprir.
detesto estar em impasses.
detesto este calor.
detesto não ter nada para fazer.
detesto quando não há o Expresso no raio da estação de serviço.
detesto que o Sean Connery visite todos os dias o meu blog enquanto está no seu castelo na Escócia.
detesto o twitter que está mais calado que um rato.
detesto que toda a gente já tenha feito os seus planos para o fim de semana sem ter contado comigo.
detesto não ter conseguido ir ter com as turistas interpol.
detesto as minhas unhas dos pés.
detesto estar rabugenta.
Perdoar
O meu estafermo preferido perguntou-me como é que eu, estando aborrecida com ele, ainda conseguia ser meiga para com ele. E eu digo que a raiva faz muito pior a nós próprios, por isso é que no outro dia fui tomar um café de perdão com um tipo que me apontou uma pistola (verdadeira, com balas e tudo) há uns 2 anos atrás.
To someone
Anteontem fui para ir tirar uma criança de 7 anos do banho e a água estava limpinha limpinha. Eu pus a minha cara de má, que tem sido constante nestes últimos meses, e disse “Bruno, não sejas mentiroso, tu nem a cabeça lavaste!” e ele “ai lavei sim, estou-te a dizer, juro, prometo” e da minha boca sai a pérola “não me estejas a enganar que eu tenho mais 20 anos que tu”, e nesse preciso momento, sinto um tremor na coluna, uns bicos de papagaio, uma ciática, uma porcaria qualquer que me projectou para os 150 anos de vida.
A puta da idade também me deu outra coisa, além de distinguir se um miudo de 7 anos tomou ou não banho decentemente. Esclareceu-me em relação aos meus sentimentos e à maneira como me sinto. E se por um lado sou uma desastrada que não pensa muito nas consequências, a verdade é que tenho sempre a certeza em relação aos meus instintos e decisões. É como o meu patrão piqueno que nem pensa como vai fazer as coisas, a verdade é que saem sempre bem. E assim sou eu, a olhar de esguelha para aquilo que vou fazer a seguir e vejo que sim, vejo que funciona, siga. A dificuldade que o meu patrão piqueno tem é em alguém acreditar que aquilo vá resultar bem, e essa mesma dificuldade é a que encontro quando, no meu vai-ou-racha, preciso de apoio e não o tenho. E é essa a dificuldade que eu tenho encontrado em toda a minha vida, é o ninguém acreditar em mim e nos meus instintos. E isso resulta em surpresas, para quem me deixa rumar, e os meus pais, que nunca na puta da vida acreditaram em mim e me vêm com uma casa enorme e minha. As surpresas nunca acontecem, porém, quando alguém salta do barco, do meu barco, quando era pelo nosso projecto que eu queria lutar.
To someone, eu acredito, em mim e em ti, especialmente em ti.
Está ganho
http://minisaia.blogspot.com/2009/06/corrida-de-saltos-altos.html
Me aguardem. A parte chata é que não sei se poderei estar presente, mas mando a assistente. 280metros. Nem que fossem 500m
olha olha
estava a dizer no meu horóscopo que ia ter um problema de coração. Mas não é coração partido, é mesmo coração, kapputt, foste.
Oh well
dia de cão
pessoas que se magoam para lá do tolerável e eu no meio, a cabeça a rebentar, a impossibilidade de fazer o que quer que seja, e eu no meio, a tentar lembrar-me do bom que tenho, a tentar não fugir, a querer fugir dali, a minha cabeça quase quase a rebentar.
não consigo fazer nada. não quero estar aqui.
o lado bom, o senhor que se entranhou na minha vida e a promessa de um café em três horas, no aeroporto de lisboa, com um old old old friend… em julho.
bah
ando aqui com uma dor de lado. e não é dor de burro pois é permanente. O raio da dor de lado.
O raio da idade.
mais considerações
À medida que os anos vão passando e eu, oh infortúnio, oh desgraça, não vou para nova, tenho dedicado um tempinho para auto-análise e, vá adivinhar-se, calhou hoje. Então estava a pensar, a pensar, e o meu telemóvel ficou realmente sem luzinha agora estou bem lixada que até posso cair a um poço e, caso não tenha partido o pescoço na queda, posso precisar de luz e não há, e eu sinceramente fico um pouco hesitante e pondero se não hei-de pôr uma lanterna na mala caso tal fatalidade se dê. Bem, adiante. The thing is, com o passar dos anos tenho ficado mais impaciente e mais exigente com as pessoas. Principalmente com as pessoas de quem mais gosto. E eu sei que isso ainda me vai custar alguém.
ai a minha vida
quem se lembrou de andar de martelo pneumático em riste a partir alcatrão a um sábado, devia ter diarreia crónica.
Considerações
. está sol e calor e feita gulosa acabei com o gelado ontem.
. o álbum novo de placebo ainda me está a convencer mas vamos lá ver se convence.
. o twitter está desinteressante e a estúpida da Tila Tequilla é uma chata que passa a vida a dizer que comprou roupa e aposto que se ela fosse portuguesa se ria assim: hihihihihi. se calhar também ri assim.
. pensava que hoje ia ser dia santo para toda a gente neste país, mas este país tem tanto de estranho como de desinteressante e desde de manhã que não páro de receber chamadas.
. porque é que eu não tirei o desvio do telefone para o meu telemóvel?
. realmente devo ter uma coisa qualquer que estraga todos e quaisquer equipamentos electrónicos e a luz do meu telemóvel foi ter com os anjinhos.
. cenicero cenicero, mi córazon de cenicero
. céus.
. a marta diz que à décima audição o álbum novo vai lá.
. mas eu tentei o mesmo com o ZeitGeist e mesmo com uma relação do amor a prender-me ao Billy Corgan, não foi lá.
. tenho um sofá novo, oferta da patchi.
. confortável, mas tão confortável que o meu sofá do ikea ficou esquecido.
. não muito esquecido que eu pousei o meu real rabo nele ainda há pouco tempo mas levantei-me logo.
. não contei, mas os meus pais vieram a minha casa pela primeira vez (cenicero, cenicero) e correu bem.
. e vem aí o fim-de-semana. santinhos inhos inhos.
. Deus me ajude.
my precious
não sei se tu existes
ou se foste um sonho que eu tive
Há pessoas fascinantes, não há?
Até nos passam o carro para as mãos sem saber se temos uma média de 3,7 acidentes por dia.
Burra
Recebo uma chamada de um número ispianhiol e penso ai ai que é a yashmeen e agora não consigo atender ai ai ai ai, afinal era um cliente aqui da empresa a querer falar o inglês comigo. Não percebi uma palavra.
Alguma vez havia de ser a primeira
Bastou pegar no carro e conduzir nos arredores de Lisboa com os meus pais ao lado, para que eles ouvissem, da minha boca e pela primeira vez na vida, uma asneira.
oh well, shit happens.
pitosga
truth is que eu em antes via tão bem e era sempre a primeira a ver qual era o autocarro que estava a chegar e agora não consigo ler o que está a mais de 5 metros.
p.d.i.
o city chase – a classificação
eu e a minha equipa ficámos em 66º lugar no CityChase e demorámos APENAS 6 horas e qualquer coisa.
Acho que vou fazer disto a minha vida.
Pelo bem da civilização e do meu bom nome, decidi remover o meu último post aqui do meu belo blog e que daria um bom exemplo de como só precisamos de algumas letras para perceber a palavra. (e a minha vizinha ouve, entusiasticamente, Quim Barreiros)
(e está a desconcentrar-me, dado que a letra é qualquer coisa como “o cavalo do teu pai” acompanhado daquela chinfrineira típica do Quim, só Quim, dada a familiaridade)
Então ontem fui para uma festa de anos onde havia muita Absolut e eu pensei, ai que bom que a Absolut não dá ressaca, mas tal veio a provar-se mentira, treta vá, pois já bebi qualquer coisa como 500 litros de água e mesmo assim não vai lá. E palavra-puxa-palavra, e a minha boleia mais bêbada que eu, e nós as duas a torcer muito a língua e ai que morremos, e a oferta de boleia do madeixas ficou-se por uma oferta sem procura que eu estava com os copos mas não sou parva. E eu chego a casa e dá-me a saudade do que ainda não tive mas queria, e muito e a saudade de alguém que recentemente conheci e que se revelou ser a pessoa mais extraordinária que se entranhou na minha vida. E falamos no MSN, ele porque é um sem-sono e eu porque estava com vontade de falar, e falamos muito e mesmo assim quando fui para a cama, direitinha que nem um fuzo, ainda lhe liguei e não é preciso estar com os copos para perceber que ele é uma pessoa extraordinária de quem eu gosto. E muito.
E posso dizer que o homem da minha vida passou a ser, definitivamente, apenas o meu melhor amigo. Numa relação saudável, sem histerias, choros, exigências e mágoas. Sem nada. Se isso tem a ver com a pessoa espectacular, ainda não sei, diria apenas que comecei a ver a minha vida com outros olhos.
O actor
Dei tanta confiança ao actor que ele nunca mais me ligou. Tímido, o senhor.
o meu fim de semana louco
Os meus músculos já me permitem contar aquela aventura que me ia levando à morte e vou começar pela seguinte declaração: EU NÃO FUI PARA A PROVA PORQUE ME APETECEU, FUI ENGANADA. Tudo começou com um convite para passar o fim de semana na Ericeira, que eu, dada à vagabundagem como sou, aceitei prontamente. E na sexta-feira à noite, antes de ir para a cama, a minha amiga diz-me “amanhã acordamos às 7:15” e eu tenho ali uma taquicardia e blasfemos porque nem para trabalhar me levanto a essa hora e vernáculo vernáculo vernáculo, e ela diz-me “mas é para participar no xitixaxe” e eu fiquei naquela que nem ela se calava, nem eu dormia, e eu pensei que fosse uma coisa breve, tudo no mesmo sítio, enfim, para gente dada à inércia como eu.
Fomos. Chegamos, dão-nos uma t-shirt amarela muito bonita, e nisto eu vou ao WC. Na fila está um senhor estrangeiro, enorme, com a t-shirt da prova e a fazer alongamentos e coisas assim e eu fui logo contar à minha equipa, que estranho, que estranho era aquele senhor a fazer aquecimento e rimos todos muito da parvoíce.
Bem, aquilo começou e tivemos de juntar uma data de objectos que incluiu uma japonesa, residente no Azerbeijão e que é bailarina. Depois fomos direitinhos para o Martim Moniz comer caracoletas, apanhamos o eléctrico e fomos para o Castelo. Descemos estoicamente até à Rua Augusta para andar de robe e touca do banho, apanhamos o comboio enganado, vamos embora para o CCB e depois para o Padrão dos Descobrimentos, e depois vamos para o Chiado e para o Rossio e para Entrecampos e para a Alameda e para os Bombeiros de Cabo Ruivo e finalmente a meta, a puta da meta lá longe e tenho uma medalha que me diz que acabei a prova e sinto-me a Vanessa Fernandes e só me faltava correr e ter o meu pai a gritar TENS DE SOFRER BÁNESSA, primeiro porque não me chamo Vanessa e depois porque não corro.
E no Domingo, não estando eu sofrida o suficiente, o que é que eu quis fazer, o que foi? Ir para a praia. Estou mais vermelha que uma lagosta.
E não tivesse eu com a neura hoje e achava que tinha muita piada.
O city chase
tudo muito bonito, tudo muito lindo, mas estava quase a ser a causa de morte na minha certidão de óbito







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