Hoje ouvi na rádio que ontem começaram as depressões dos portugueses por causa da mudança da hora e bla bla bla. E apesar de estarem mais ou menos 30º, é tão verdade. Hoje bateu-me aqui *aponta para o coração*. Ainda por cima hoje é segunda-feira, hoje é dia de trabalho, hoje não há cá água salgada na cara, nem curva e contra-curva a caminho da praia das maçãs, nem aquele dolce fare niente porque a filha duma grandesíssima da minha depressão não sabe o que são fins-de-semana. Ainda por cima, às 6 da tarde é noite fechada e toda a gente sabe que tenho medo do escuro.
Estou um pouco aborrecida. O que safa é que este fim-de-semana há bolinho dos santos. Se não, olhe, nem sei.
Ainda não percebi a necessidade de se usar sempre o mesmo modelo e modo de acção em situações completamente díspares. Não me falem em coerência, é tédio.
Our heaven is just waiting so put your hand into mine
All i want is to be the very best for you
Time away from me
Will get you down
You could be young, but you’re out of touch
If this love’s been done, then what’s your rush?
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A primeira pessoa a adivinhar o nome e o intérprete desta música leva um xiclate. Dos bons. Um Marujinho, pode ser?
Cris – tu não podes concorrer. Sabes aqueles regulamentos que dizem que as pessoas dentro das instituições não são elegíveis? É mais ou menos disso. Mas levas um marujinho na mesma.
Podes por favor mandar-me um quilito de bolos dos santos que a tua mái nóva tem saudades? Mas daqueles bons, como a avó fazia. E um quilito de figos secos e 3 kilos de nozes, já agora. A nossa nogueira deu nozes este ano? São mesmo boas.
Já me andava a apetecer ouvir há uns dias mas não tenho tido tempo derivado a questões emocionais de outrém e-que-eu-sinceramente-já-estou-a-perder-a-paciência-e-até-sou-uma-pessoa-com-muita, então hoje, nas férias concedidas por tal, agarrei no CD e vamos lá ouvir isto. E tanta saudade que eu tinha e isto vale tão a pena e eu era menina para ir a Santiago de Compostela com um condutor suicida(*) só para ouvir isto ao vivo. E isto foi lançado há 11 anos e onde é que eu andava na altura? Ora bem, estava no 12º ano, era um bocado badocha, achava que os meus amigos de então iriam viver sempre comigo (e de certo modo, moram). No ano seguinte, morava no Martim Moniz e já não tinha nada a ver com a minha vida de há um ano atrás. Passei um ano perdida em Lisboa, lieralmente. Não era mais feliz na altura. Aliás, se eu puser as coisas todas assim muito arrumadinhas na minha cabeça, dificilmente terei sido mais feliz do que tenho sido neste ano. (nostalgia que não é nostalgia e não consigo encontrar melhor palavra) Resumindo, (re)encontrei pessoas fantásticas este ano que fazem isto tudo valer a pena.
Ontem fiquei sem café em casa. Depois esqueci-me de o comprar, dado o total entorpecimento que me atingiu durante o dia de ontem. E hoje acordo, com uma dor de cabeça que vai daqui até à lua (iria até plutão se fosse planeta) e penso no fantástico café que me espera e lembro-me que não tinha café e sempre isto acontece tenho o major major panic attack mas desta vez pensei que se há gente que consegue viver sem café, eu também hei-de conseguir. Então passei a manhã num misto de “ai que eu morro”, “tenho soninho”, “nem consigo sair da cama” até que rendi às evidências e fui comprar café. Temo que os senhores do supermercado tenham pensado que eu ía assaltar aquilo.
Entretanto, está sol. É a segunda coisa importante que eu tenho a dizer até agora.
Edit: Dude, eu sei que a lua não é um planeta. Em todo o caso, se tiveres essa ideia sobre moi même, olha para o título.
A primeira vez que me vieram as lágrimas aos olhos com coisas que chegaram pelo correio foi quando o meu pai esteve na França (2 meses de emigração, valente!!!!). Pensava ter sido a última.
Quem está mais próximo de mim, sabe perfeitamente que eu quando vou à Praia das Maçãs é porque algo está podre no reino da Dinamarca. And so it is, and so it was. A minha história com a Praia das Maçãs começou quando eu, de coração estilhaçado, peguei no carro e só parei lá. E estavam mais ou menos, também não quero mentir, 40 graus negativos e eu sentei-me nas rochas e levei com a maresia toda na cara e o meu cabelo ficou assim todo no ar e aquele lugar tornou-se o sítio das minhas mágoas.Não porque seja um lugar triste, onde eu goste de estar triste, mas porque me lava a alma. É o meu sítio preferido, se acharem que estou triste, ide lá que até poderei eventualmente pagar uma rodada. E gosto de mostrar aquele sítio às pessoas que se tornam especiais na minha vida.
Se pesquisarem no google
“receita da massa com molho que os tokio hotel fizeram no canal espanhol”
vêm ter a este magnifico tasco. Curiosamente, ainda não apareceu ninguém a pesquisar a cabeleireira do Bill Kaulitz que até eu adoraria saber porque ando a precisar de uma mudança de visual.
Ora bem, não ganhei o euromilhões, não encontrei a chave de um mini e o mini ao lado e o mini em meu nome, não fui promovida nem aumentada (excepto em trabalho), a minha alma gémea encontrou outra alma, as minhas comidas do cafe world passam a vida a desaparecer, primeiro que passe de nível no farmville, MEU DEUS, mas mesmo assim, mesmo assim, estou naturalmente feliz.
Tears you see on my face, you do have something to do with
Fear starts creeping up when you have so much to lose
Your love waits you while you’re cheating
Lightning strikes you when you’re moving
The light you see in my eyes, you do have something to do with
Play the game namely love, play it like you have nothing to lose
Horse loves you when you move with him
People hate you when you’re changing
Don’t let the dress trick you
I love you less now that I know you
I won’t count the scars again
I love you less now that I know you
The glow you see on my face, you do have something to do with
Fear starts creeping up when you have so much to lose
Your love wait you while you’re cheating
Lighting strikes you when you’re moving
Don’t let me wonder away
I love you less now that I know you
Don’t let the dress trick you
I love you less now that I know you
E esta musica vem no seguimento do quê? De eu ser uma excelente mas espectacular conselheira sentimental. Se eu cobrasse à hora, não fazia a coisa por menos de 3 dígitos. Este fim-de-semana consegui, inclusive, aconselhar uma amiga minha a não se tornar na melhor amiga da vizinha da frente do ex-namorado, e que tem, mais coisa menos coisa, 100 anos.
As top searches aqui do meu blog foram o meu nickname, lilystrange e o nome deste blog, love will be your death. *stalker mood*
No entanto, houve uma pessoa que pôs no seu motor de busca lilystrange interpol e ora bem, eu fico contente por esta tão grande distinção que agora vou contar a piada mais seca que crossed my mind quando fui comprar comida para uma caturra.
Só para vocês verem a minha agitada e emocionante vida. E engraçada. Tão engraçada que me falta a coragem de
Grandioso concerto daqui a um mês. UM MÊS. U-M–M-Ê-S!!!
E era bem giro se os Profilers fizessem a primeira parte. E porquê? Porque sim, e são aqui da terra e são giros e eu conheço um dos membros e a irmã de outro dos membros e assim as minhas hipóteses de sei lá, ter um autografo do Dave Gahan, são bastante maiores. Sei lá. Talvez até não, mas era giro se os Profilers fizessem a primeira parte. Mesmo giro. Rifixe. Não custa nada, não arranca dedo nenhum e é gratx.
Por isso agarrem nos vossos dedinhos bonitos e com as unhas arranjadas e pintadas e com flores e assim e votem lá. Pur favuuuurrrrr
A caminho da escola primária, a castanheira e as amoras. As mãos picadas das castanhas, as pernas arranhadas das amoras. No meio, a dor de barriga das ameixas, a boca rebentada dos figos. Os grilos na boina do avô. E o meu avô era o maior porque tinha uma carroça e segura-te a mim minha menina, o Bobby a correr atrás, brincar com a terra, cair das árvores, estampar-me de bicicleta contra as silvas, contra as paredes (cicatriz no joelho que comemora a primeira vez que fiz o pino sozinha), levar um coice da burra que a minha avó tinha (cicatriz no dedo), a minha casa na árvore, que por acaso era uma figueira e quase que conseguia lá ser feliz, pena se chovia, quando chovia e um mundo inteiro à minha frente.
E isto tudo porque me disseram ontem que sou uma criança com medo de crescer.
Foi só uma pessoa.
Foi só um inverno.
Não foi nada doutro mundo.
E deste, só um bocadinho.
Não há mais nada que eu queira desta vida.
[...]
Tu não me lixes…
Nunca mais me apareças à frente.
Deixa-te estar aí.
É aí que estás bem.
É que eu preciso de ti assim.
É que eu preciso de ti aqui.
Amor da minha vida.
Assunto resolvido.
Entretanto, o que se segue já foi e já se sabe. Quem sabe se não é melhor que nada? E, mesmo que não venha a ser, pelo menos há uma probabilidade de ser, pelo menos, diferente. É aquela palavra que vem sempre com uma esperança pequena – nem que seja por não se saber onde acaba.
Miguel Esteves Cardoso – O Cemitério de Raparigas.
She says It helps with the lights out
Her rabid glow is like braille to the night.
She swears I’m a slave to the details
But if your life is such a big joke, why should I care?
The clock is set for nine but you know you’re gonna make it eight.
So that you two can take some time, teach each other to reciprocate.
She feels that my sentimental side should be held with kid gloves
But she doesn’t know that I left my urge in the icebox
She swears I’m just prey to the female,
Well then hook me up and throw me, baby cakes, cuz I like to get hooked.
The clock is set for nine but you know you’re gonna make it eight.
All the people that you’ve loved they’re all bound to leave some keepsakes.
I’ve been swinging all the time, think it’s time to learn your way.
I picture you and me together in the jungle it will be ok.
I’ll bring you when my lifeboat sails through the night
That is supposing you don’t sleep tonight
It’s like learning a new language
Helps me catch up on my mime
If you don’t bring up those lonely parts
This could be a good time
You come here to me.
We’ll collect those lonely parts and set them down
You come here to me…
She says brief things, her love’s a pony
My love’s subliminal
Estava eu a ler o meu horóscopo, e acreditem em mim, o sítio onde leio o meu horóscopo é mesmo de fiar que ainda no outro dia deu a um amigo meu que ele ia receber uma carta e nesse dia ele recebeu mesmo. Está bem que fui eu que a mandei porque tinha lido que ele ia ficar feliz e tudo mas recebeu. Top that! Bem, continuando, estava eu a ler o meu horóscopo e estava lá a dizer que eu ia ter problemas de coração, nomeadamente, o síndrome de coração partido. E eu fiquei naquela *fum*fum*fum* mas isto é meio irónico *fum*fum*fum* ai que estou que nem posso, quando me lembrei de recorrer ao google, essa ferramenta útil e que tem sido de extrema utilidade à segunda pessoa mais hipocondríaca que eu conheço (que a primeira é uma criança de 8 anos e ainda não sabe utilizar a internet), e que tem sido, inclusive, uma forma poderosíssima de ela quase morrer de coração (lá está!), e vejo que existe mesmo o síndrome de coração partido. E isto vem no seguimento do quê? De eu ter tido uma dor fortíssima no peito hoje e de ter aqui uma impressãozita ainda, mas nada de grave, no preocupare, não que tenha ido ao médico mas porque já não dói tanto, e eu cheguei, no auge da puta da dor, a pensar que ali me ficava, ao ponto de ter debandado de uma reunião meio muito importante para tomar água, ao ponto de me dizerem “os teus olhos vão saltar, rapriga”, bem, mas não saltaram, passou e aqui estou, alegre e meio contente, e, diga-se a verdade, quanto mais se pensar em dores, mais elas aparecem, por isso, que se lixe. Bem, mas ao que parece, existe mesmo e é, como o próprio nome diz, uma patologia que deriva de um desgosto ou stress ou desgosto ou whateverthefuck, essa coisa que tenho tido aos montes and counting. Não obstante há que repôr aqui a verdade. Toda a vida tive dores do peito, dores de coração, e já fui a correr para o hospital e os meus pais quase tiveram um salamaleco quando eu nem me endireitava e ai-que-a-rapariga-nem-oito-anos-tem-e-morre-aqui-de-enfarte. Logo o meu síndrome de coração partido não o é. De desgostos, i.e., que graças a deus, tenho tido alguns, mas enquanto tenho e não tenho um desgosto, sinto-me a pessoa mais feliz do mundo. E também vem no seguimento de eu ter ouvido hoje a seguinte música e lembrar-me que eu e o meu ex-namorado costumávamos cantar isto MUUUUUITTOOOO bem, vozes mais nasaladas possível e estávamos ali prontinhos para fazer um duo “Ele & Ela” indie. Infelizmente, ele partiu-me o coração antes de conseguirmos um contrato discográfico.
And so I died of a broken heart – Zwan
se vocês pediram muito, eu até faço aqui uma gravação à bruta da espectacular versão, mas sem o meu Ele.
(*) o google também serve para encontrar a letra do Corazón partío do Alejando Sanz.