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Archive for the ‘banalidade’ Category

c’est la putain de la vie

Temos de reconhecer que dois golos fazem muita diferença na vida das pessoas. Mudamos do “não passamos da fase de grupos” para “vamos ganhar esta merda toda”.

Vou arranjar uma bola e uma baliza. Marco dois golos e pode ser que deixe de ser a “que pouco faz” para a superwoman.

Categories: banalidade

Maio 6, 2008 lilystrange 2 comments

ando com a vontade de implicar.

I’ve been loving someone for 5 years wondering why he doesn’t love me back

in Californication.

Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances – porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece…

Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido

Fama Show

Março 31, 2008 lilystrange 1 comment

Esta espécie de programa da SIC é concorrente do muy apreciado (pelo menos por mim) Só Visto! da RTP. E perguntam-me vocês, não fazes nada ao domingo senão ver TV?… Não. E o Fama Show, apesar de ter 5 cachopas giras a apresentar, é a maior seca e o motivo de maior futilidade aos domingos. 5 raparigas, todas já foram capa da FHM ou MAXMEN, mas nem é esse o problema, o problema é que gritam muito e não dizem nada. Pelo que sugiro que se fiquem pela morena gira do Só Visto! Ficam a ganhar, confiem em mim.

Isto nada tem a ver com o ódio que ganhei pela SIC depois de interromper por vezes excessivas as séries que a menina aqui aprecia.

E por falar em séries, hoje é o último episódio do SIX DEGREES, que a RTP2 (o melhor canal público e generalista português) não vai deixar de transmitir a menos que exista um apagão e mesmo assim não sei.

E sim, eu sou pobre e não tenho a FOX.

Categories: banalidade

A piada do dia

Dezembro 17, 2007 lilystrange 5 comments

Fabio Capello foi apresentado como novo seleccionador da Inglaterra. Não fala inglês. Deu uma conferência de imprensa. Disse que ia aprender a falar inglês. Um italiano a aprender a falar inglês??? Deves.

Categories: banalidade

Eu devo andar estúpida

Dezembro 16, 2007 lilystrange 5 comments

Ontem deu um filme tão série B mas tão série B na RTP1 que aquilo até arrepiava. O argumento era mais que banal (o tipo mais popular da escola apaixona-se pela nerd e geeky e saloia lá do sítio, namoram e vão contra tudo até que ela morre de leucemia… bring the violins), os actores, pronto, eu nunca os tinha visto e este filme já deve ter uns 20 anos, com o tipo a fazer permanentemente biquinho com os lábios e ela a esbugalhar muito os olhos. E porque é que eu devo andar estúpida? Porque ainda chorei mais neste filme, ripito, banalíssimo, do que no Dancer in the Dark. E do que naquela parte d’”O Pianista” em que o sr. Pianista quase que é morto pela polícia, ou lá o que é, dos aliados porque ele tem vestido uma gabardine da Alemanha e o tipo, que quase o mata, pergunta-lhe:

“-Why the fucking coat?”

Ao que ele responde:

“-I’m cold.”

Chorei muito aqui nesta parte.

E os meninos da SIC também haviam de começar a chorar pela centena de nomes que lhes chamei porque mudam a programação assim como quem quer a coisa e p*** q** o* p****.

W00t – o princípio do fim

Dezembro 13, 2007 lilystrange 2 comments

Esta “palavra” w00t foi considerada, pela Merriam-Webster a “palavra” do ano. Daqui a nadinha temos os discípulos de Lindley Cintra a eleger a escrita “axim” que tantos dissabores têm dado aqui aos pseudo-vernaculistas como eu.

Já agora, já viram o vídeo de Natal da Casa Branca. Pois… se não forem defensores e guardas juniores dos parques americanos considerem-se uma berda.

Categories: banalidade

100 Sexiest Movie Stars

Dezembro 11, 2007 lilystrange 1 comment

Roubei a ideia da Rita e pus-me a ver a ver a ver. Então não é que me põem a Brigitte Bardot em 98º?

Oh pá

Categories: banalidade

Devo ser meia estúpida

Dezembro 6, 2007 lilystrange 3 comments

Eu confesso que em antes (burra burra burra, estúpida ao cubo – que me dá trabalho escrever estúpida tanta vez) sentia uma pinga de inveja (estúpida estúpida estúpida) quando via aqueles yuppies sempre a receber chamadas e agarrados ao telemóvel. E pensava eu “fogo, o meu telemóvel nunca amanda um pio, está aqui sempre caladinho que parece que pffff”.

Hoje em dia recebo mais de 80 chamadas por dia. Desligo uma chamada e lá está outra. E detesto. Que uma pessoa não pode ir fazer um chichi no descanso do senhor que lá está a rameirinha do telemóvel a ganir. Sonho que o telemóvel está a tocar e tudo. E qual é a ilação disto tudo?  Em primeiro lugar que a minha vida própria está por um fio. Porque sim, dá para ouvir que uma pessoa está na casa de banho porque a acústica é somehow different. Em segundo lugar, estou em crer que sou uma yuppie em estado de negação.

E tanto o sou como subscrevo newsletter de culinária. Dinner anyone?

Frango Estufado com Vinho Branco
Ingredientes
Produtos Nestlé

Preparação
Lave o frango, seque-o e corte em 8 pedaços. Descasque e pique a cebola e os alhos.
Aqueça metade da manteiga e aloure o frango. Junte a pimenta, as cebolas, o alho, o louro, o tomilho, 2 Cubos de Caldo de Galinha MAGGI, a água, o vinho e deixe em lume brando durante 20 minutos.

Lave muito bem os cogumelos, corte-os em lâminas, salpique com farinha e frite-os na restante manteiga.
Deixe cozer o frango durante 5 minutos em lume forte.
De seguida, junte as Natas LONGA VIDA e os cogumelos ao estufado, misture bem e rectifique os temperos.
Acompanhe com arroz branco preparado com um cubo de Caldo de Galinha MAGGI. E se eu puser caldo de galinha marca DIA, será que o paladar fica diferente?

__________________________________

Ponto assente: Eu sou a única pessoa NO MUNDO com autoridade suficiente para que me chamem estúpida. Ok? Todos os outros, devem estar caladinhos se não quiserem fazer parte das cobaias que vão provar os meus cozinhados. Mai nada.

Categories: banalidade

Tokio Hotel

Dezembro 4, 2007 lilystrange 672 comments

Esta banda não vale um chavo, mas o travesti está muito bem.

Categories: banalidade

Os Sopranos

O episódio de ontem foi fraquiiiiiiinho. Ou então os meus miolos estavam em estado de descongelamento.

Categories: banalidade

Se o mundo fosse justo

Novembro 26, 2007 lilystrange 5 comments

estaria a comer isto:

às carradas.

Profiterole. Oh. How. i. Love. You.

(já não como doces há 3 anos. nota-se muito?)

Categories: banalidade

Madrid me mata parte II

Esta noite vou pôr aqui a melhor foto de sempre da Cidade de Madrid.

A disfrutarlo.

Ou lá o que seja. Bem, milhares de pessoas (eu sou megalómana) têm-me telefonado e tudo para saber onde ando. Verdade verdade que não tenho actualizado aqui o maravilhoso, ando cheia de trabalho, e nem o MSN tenho ligado. Thing is: Estou a ficar velha, pá.  E a constatar que eu mesmo sendo já riquíssima merecia uma vida melhor, nomeadamente, algures numa penthouse de um hotel de 5 estrelas de uma capital europeia. E o programa da noite bem que podia ser ver um quarteto mais um a cantar e a tocar:

 

Show me the dirt pile
And I will pray
That the soul can take
Three stowaways
You vanish with no guile
And I will not pay
But the soul can wait
The soul can wait

Your hair is still pretty
What with all these leafs
We’ll be fine
We’ll be fine
But if it’s still pretty
What with all these leafs
We’ll be fine… Oh
And supervised

Show me the dirt pile
And I will pray
That the soul can take
Three stowaways
Then you vanish with no guile
And I will not pay
But the soul can wait

I felt you so much today

I know you try
You try straight into my heart
You fly straight into my heart
Girl I know you try
You fly straight into my heart
You fly straight into my heart
But here comes the fault

So much for me believing that soul
So much of dreams to see are not prepared to know
Your heart makes me feel
Your heart makes me moan
For always and ever I’ll never let go
Always concealed safe and inside, alive

Show me the dirt pile
And I will pray
That the soul can take
Three stowaways
In a passion it broke
I pull the black from the grey
But the soul can wait
I felt you so much today

Categories: banalidade

The World Without Us

Novembro 20, 2007 lilystrange 2 comments

Alan Weisman correu mundo para investigar o que aconteceria ao mundo se nós não existissemos, ou melhor, deixássemos de existir. Com base na, creio que, cordilheira que separa a Coreia do Norte e do Sul, em que não existe a presença humana há mais de 200 anos, chegou-nos um estudo em The World without Us.

Então, e feitas as contas, se nós deixássemos de existir, daqui a dois dias, os túneis do metro de Nova Iorque estariam submersos porque diariamente são bombeados (esta palavra existe??) milhares de litros de água para que isso não aconteça. Daqui a dois anos, todas as cidades estariam destroçadas, daqui a cinco anos, e com o enferrujamento dos pára raios, existiria um fogo imenso causado por raios, e daqui a trezentos anos, Lisboa iria parecer assim:

lisboa

Daqui a 15 mil anos, nova Ice Age.

É assim.

A putain da vida.

Categories: banalidade

thing is: estou aborrecida

*** 1º ***

Apanhe o livro mais próximo, vá até à página 18 e escreva a 4ª linha: “Time passed. Lucaas couldn’have said how much. There were no…”

Sem olhar, que horas são? 16:15.

Depois de olhar? 16:57.

Antes de responder a este questionário, que estavas a fazer? A ver Jericho.

Que barulho ouves para além do computador? TV.

Quando saíste pela última vez? Onde foste? Ontem. Ao meu local de trabalho.
Esta noite sonhaste com alguma coisa? Sim, sonhei com pessoas famosas e tudo.
Quando soltaste uma boa gargalhada pela última vez? Assim rir rir não me recordo bem.

O que há nas paredes do local onde te encontras? Por enquanto, nada. Daqui a algum tempo, umas fotografias rasterbarizadas.

e ficasses milionária durante a noite, qual seria a primeira coisa que comprarias? Começava uma tour pela Europa. Por isso comprava viagens.

Qual foi o último filme que viste? Foi o 21 Gramas

Viste alguma coisa de estranho hoje? Não. Parece-me.

O que pensas deste questionário? Like I said, estou aborrecida

Gostas de dançar? Não, não e não. Sou pé de chumbo.

Qual foi a última coisa que viste na televisão? Jericho e Ugly Betty

Qual seria o nome da tua filha se tivesses uma? Inês

Qual seria o nome do teu filho se tivesses um? João

O que estás a usar? Jeans e dois casacos. Bonitos.

*** 2º ***

Olhos: Some people say blue, some people say green.

Cabelo: Era louro, mas agora está preto.

Altura: 1,68

Ascendência: De acordo com alguns estudos não muito científicos, francesa.

Signo: Virgem

Sapatos que está a usar: Chinelos

Fraqueza: Homens louros, de olhos azuis e sofisticados.

Medo: De andar de avião.

Frases que mais uso no msn: “pois”

A melhor parte do corpo: dedo mindinho.

Pepsi ou Cola? Coca-Cola. Se bem que me faz soluços e assim.

McDonald’s ou Burger King? KFC.

Fuma? De vez em quando, todos os dias.

Palavrões? Eu bem que tento evitar, mas as circunstâncias da vida…

Perfume? Magnetism by Escada.

Canta? Uia, não *cruzes credo canhoto”. POrém, a minha interpretação de Hey Mr. Tambourine do Bob Dylan é mundialmente conhecida.

Toma banho todos os dias? Uma vez por semana no Verão e uma vez por mês no Inverno.

Gosta da escola? Oui.

Acredita em si mesma? Eu tento.

Dá-se bem com os seus pais? Não me dou mal.

Gosta de tempestades? Gosto de chuva.

No último mês… no último mês trabalhei muito, fui a Madrid, vi os Interpol duas vezes.

Bebeu álcool? Algum.

Fumou? Qualquer coisinha.

Fez compras? Nem por isso.

Comeu um pacote inteiro de bolachas? Bolachas não. Mas bolinhos.

Comeu sushi? Não

Chorou? Isso nem é pergunta que se faça a uma chorona como eu…

Fez biscoitos caseiros? Eu não estive mais de 2 horas em casa.

Pintou o cabelo? Por acaso preciso.

Roubou? Não, mas achei 15 cêntimos.

Nº de filhos: -

Como quer morrer? A dormir.

Piercings? Não

Tatuagens? Está em fase de averiguação

Quantas vezes o seu nome apareceu no jornal? Já apareceu no antigo jornal Blitz uma dúzia de vezes

Do que se arrepende de ter feito? De nada.

Cor favorita? Black

Qual a disciplina favorita na Escola? Inglês.

Matutina ou nocturna? Depende.

O que você tem nos bolsos? Um lenço de papel porque estou um nadinha constipada.

Em 10 anos imagina-se: Não cabe aqui tudo.

(sacado da Arya, que por sua vez sacou da Su)

Categories: banalidade

Domingo é dia de:

* Ugly Betty

* Jericho

* Lost

* PostSecret.com

Não estou em estado vegetativo porque consigo mexer-me muito bem entre o PC e a televisão e manuseio os comandos como ninguém. É como matraquilhos. Ontem ganhei um jogo sem marcar um único golo. A verdadeira arma está na defesa e na força do adversário, depois é uma questão de ricochete.

Não se esqueçam de mudar a hora.

Ide em Paz.

Categories: banalidade, coisas

Top Secret

Agosto 15, 2007 lilystrange 1 comment

Eu só não vou contar a minha última “nóia” porque tenho medo que vocês se riam muito e me digam “éh pá, és danada para a brincadeira”.

Categories: banalidade

E a vidinha?

Julho 10, 2007 lilystrange 1 comment

Bem, ando um pouco cansada. E está quentinho demais aqui para a je. A je é mais casacos e casaquinhos e cachecóis e luvas. Ás vezes cansa, olá se cansa, mas é tão agradável. E porque é que é agradável? Porque o quentinho vem quase sempre na medida certa. E quando estamos no soninho não há distância.

Categories: banalidade

Quem é o LilyStrange obsessee?

Junho 19, 2007 lilystrange 2 comments

escrevi este título porque vi muitas pesquisas por lilystrange e pelos meus mails antigos e novos e assim.

mas isto faz-me lembrar que eu sou billy corgam obsessee e estou sem tabaco e acho que vou fechar os olhos e dormir que dias como este são longos e eu preciso de sopas e descanso e preciso de mim, de mim, de mim. Dele também. Eventualmente. Se o coração não me falhar.

Estudo antropológico de grande rigor científico.

Junho 17, 2007 lilystrange 5 comments

Com base em dados empíricos, curiosamente recolhidos por mim e através de mim, venho hoje falar-vos acerca dos tremendos benefícios e enormíssimos dissabores de se viver sozinha.

Os enormíssimos dissabores:

Em primeiro lugar temos todas as contas para pagar e não há cá “ah, a mim não me dá jeito pagar este mês, por isso paga tu”. Nada disso. OU se paga ou acaba-se a luz, a água e essas coisas assim, e só existo eu para dar cabeçadas na parede.

Em segundo lugar, não há ninguém com quem falar por isso tendemos a desenvolver umas patologias algo estranhas de falar sozinha e coisas assim. Não se reflecte muito na vida no exterior mas volta e meia dou por mim a pensar “F*dasse, mas eu estou ficar doida ou o c*r*lh*”. Porque eu quando falo sozinha também digo muito asneiredo.

Em terceiro lugar, e se isso não estiver enraizado na alma, a casa tende a ficar num estado caótico porque não nos apetece arrumar. É chato, a televisão é mais interessante nem que esteja a dar a Fátima Lopes, fica para depois e coisas do género. Até que nos dá uma coisa na cabeça e passamos o fim de semana com a lixívia enraizada no nariz a limpar tudi tudi.

Em quarto lugar, porque vemos programas como aquele que agora há do menino cozinheiro com as pessoas famosas e pensamos, ena deve ficar boa aquela receita mas não há ninguém para quem cozinhar e comer sozinha é chato. Ainda pior quando não sabemos cozinhar, nem gostamos de cozinhar e o Nestum Mel torna-se o maior aliado duma vida de isolamento ao ponto de termos a noção que se fizermos uma análise ao sangue existe Nestum Mel algures nas veias.

OS TREMENDOS BENEFÍCIOS:

Em primeiro lugar podemos ver o canal de TV que queremos (claro que seria bem melhor se eu tivesse TV Cabo ou mais do que os quatro canais horribilis que a pobreza tem), podemos ouvir a música que queremos, ninguém embirra connosco porque até estamos com a panca e queremos ouvir a mesma música até à exaustão.

Em segundo lugar, ninguém faz piadolas estúpidas pela vida quase celibatária que levamos (deverei pôr isto na primeira pessoa do singular), nem ninguém diz “daqui a pouco és virgem outra vez”. Da mesma maneira que, não contentes com o celibato que temos, ainda teríamos de ouvir a pessoa com quem viveríamos a fazer o amor desenfreadamente, isto se tivesse uma vida amorosa mais feliz que a minha, o que, diga-se, nem seria difícil.

Em terceiro lugar, podemos fazer o xixi ou o cócó com a porta da casa de banho aberta. Não é assim uma coisa bonita de se dizer, mas lá que é fixolas lá isso é.

Em quarto lugar, pode-se trazer quem nós quisermos para casa porque não há cá comentários como “ihhh, não gosto desse gajo” ou “ihh, eu quero descansar”

Em quinto lugar, e em casa de dia bem afortunado, podemos trazer o nosso homem da vida para casa e fazer o amor desenfreadamente e ninguém se queixa do barulho.

Em sexto lugar, podemos andar como deus nos pôs no mundo por casa. Porém, convém que nos lembremos disso antes de abrirmos a porta a alguém…

Em sétimo lugar, podemos estar tristes, contentes, podemos querer andar aos saltinhos pela casa, podemos fazer o que bem queremos sem que ninguém nos tire o espaço, sem que ninguém pense que estamos doidas, sem que ninguém refile.

E a conclusão é: Não há nada melhor que uma solidão com companhia. E poder ir e ver pessoas assim como podemos ficar em casa e deixar que o tempo corra sem que ninguém nos chateie. É chato, por vezes, mas é bom, muitas vezes.

O menino que faz o programa de culinária da tv é que podia dar umas dicas em “Como cozinhar a refeição de sonho para o menino que nos alegra o dia”. Não pago porque tenho a luz para pagar, mas tinha intenção disso.

Categories: banalidade

A Universidade Independente

Procura alunos para o próximo ano lectivo que preencham os seguintes requisitos:

A mais conhecida universidade do país procura Universitário (M/F) para uma experiência única com a certeza de emoções fortes, radicais e arriscadas. A Universidade Independente forma Alunos empreendedores, investigadores, inquietos e que gostam de desafios.

(…)

Somos uma nova Universidade Independente, irreverente e descontente com a inércia. Somos a vossa única universidade. 

Estes tipos têm a sua piada. Realmente a inércia não deve existir muito… sempre entre o AI MEU DEUS, que andei a pagar propinas exorbitantes e agora o Ministério da Educação não me reconhece o curso e o AI MEU DEUS, que andei a pagar propinas exorbitantes e vão fechar a Universidade. Promete dias loucos, lá isso promete.

Eu até falava sobre o inglês técnico mas corro o risco de ver o meu BI confiscado.

Categories: banalidade

Coisinhas

Junho 1, 2007 lilystrange 2 comments

Smashing Pumpkins daqui a 8 dias. Considerações sobre o single… é pronto, não é bum, mas também não é blehh, por isso é mais ou menos.

Ele descobriu que pronto. Just to make him happy.

Isto hoje está aborrecido e enfadonho.

Vou ver se jogo o Sims. E se não me tiram a criançada outra vez.

Categories: banalidade

Considerações randómicas parte III

Maio 10, 2007 lilystrange 1 comment

- Em primeiro lugar quero expressar a minha tristeza dado que o Eládio Clímaco não é o locutor do Festival da Eurovisão este ano. Mas esta actuação da Áustria com meninos vestidos de galos já vale por si. Isto é arte… Ou talvez até não.

- É impressionante como as chaves, ou deverei dizer, a chave, se enfia por um buraquinho pequenito no carro de uma pessoa e depois preciso da chave e não a encontro. Aí fico trémula e penso, pôrra, ainda há meia hora tinha a chave, e fico nervosa nervosa, queixo a abanar. A chave. A p*ta da chave. Está enfiada num buraco minúsculo, quase que perco dois dedos a tentar apanhá-la e penso “nunca mais vou perder a chave”.

- Tenho-me questionado sobre a falta de posts que levem a estampa “o amor é fdd” ou “verdammt, ich bin verliebt”. Eu própria me tenho questionado sobre isso. Será que o menino que faz o meu coração parecer uma turbina me abandonou? Não, não me abandonou. De facto até acho que está mais comigo do que ever before. Se eu o abandonei? Não, mas acho que estou menos com ele como never before. Se calhar estou cansada disto tudo. Se calhar depois penso melhor. Se calhar é com ele que me apetece agora estar. Se assim não fosse, não teria passado a noite toda a sonhar com ele. Se calhar não sei. Depois digo.

Categories: banalidade, o amor é fdd

O que dizem as estrelas

Abril 3, 2007 lilystrange 5 comments

aquela previsão que está mais abaixo é relativa ao mês de Março. O sô Adrian já actualizou a signazada(*) para este mês. E não é positivo, porque diz que me vou apaixonar. O sô Adrian já me segredou isto mais de 3 vezes nos últimos seis meses. E tem-se confirmado, Maria Laurinda? Mas eu já ando nisto das paixões há muito tempo, não preciso de uma paixão a cada semana. Não preciso não. Porque sofre-se muito e o coração apertado e a fome que não tenho e o sono que não chega e fica e os olhos que teimam em não fechar e o estômago enrolado e o nó na garganta e querer-te a ti. Estúpido. A ti. Que guardaste no teu peito o meu coração e não o deixas sair, não que ele te faça falta, mas faz-me a mim.

Abril de 2007
Por Adrian Duncan
Virgem

No início do mês haverão preocupações relativas a ligações em que sente necessidade de maior liberdade. As mudanças estão a caminho e é importante que se centre em si mesmo que não seja você quem dita as regras.
A transformação numa relação pode ser importante e vai colocá-lo numa posição mais forte. Não insista em antigos padrões de comportamento que minam a crença em si mesmo.

Depois do dia 11 começa um novo período em que vai estar especialmente independente e dinâmico. Há uma série de novidades em curso relativas à família e à sua vida interior. Vai dar primazia à sua harmonia pessoal. Ainda assim, este é um período com algum erotismo e a atracção vai pairar no ar.
Por volta do dia 21 uma relação existente poderá intensificar-se e poderá apaixonar-se. Surgirá uma nova consciência que vai levar a um novo rumo e também a uma maior força e a mais empreendimento. As relações serão pois mais saudáveis e os projectos em que está envolvido serão mais satisfatórios para si. É também uma boa altura para interesses relativos à Psicologia.

Nos entretantos, e na Dica da Semana, esse jornal informativo, o oráculo de Bellini ou lá o que é diz-me que as cartas escolhidas são a Ascensão (e até aqui tudo mais ou menos) e a bisbilhotice. Pára tudo. Parou. A bisbilhotice. Como será esta carta? Duas velhas a cochichar? A xica ali no magalhães? A minha vizinha de 99 anos que me agarra no ombro para me gritar ao ouvido? E o que diz mais a carta da bisbilhotice? “poderá sentir que o seu relacionamento afectivo está calmo demais”. Está parado, ó belline. Deves ter a mania. Beline.Por fim acaba a dizer “Não procure problemas onde eles não existem”.

já calei.

(*) palavra inventada por mim.

Visita ao Portugal profundo

Março 28, 2007 lilystrange 2 comments

Caros leitores do Crato.

Hoje estive aí.

Perderam a oportunidade de ver a vossa ídola.

e eu consigo ser tão presunçosa quando quero.

Muito trabalho. Muita gente stressada. Eu calma. Como sempre.

Bilhetes para o Alive à venda. Alguém oferece?

tenho o teu cheiro colado às minhas mãos.

O ZINK

Março 26, 2007 lilystrange 6 comments

Eu já fui aluna do Rui Zink. Andava eu na FCSH, essa bela faculdade que DEMORA 3 ANOS A FAZER O MEU DIPLOMA E VAI-SE A VER E A PÔRRA DO DIPLOMA É UMA FOLHA AMARELADA IMPRESSA NUMA IMPRESSORA NORMALÍSSIMA (PASSO A REDUNDÂNCIA) E MESMO ASSIM DEMORA 3 ANOS E CUSTA 90 EUROS.

Respira fundo.

Eu já fui aluna do Rui Zink. Não foi o melhor professor que eu tive. Mas também não foi o pior. Digamos que as expetactivas eram altas demais e pronto. Além de ter sido aluna dele, era vizinha dele. É um homem simpático, diga-se a verdade, e faz de conta que é muito ríspido, mas não é. E tem um filho com muita personalidade, porque mesmo medindo uns 90 cms, fez uma vez uma birra em plena estação de Metro que ninguém o venceu.

Bem, quero dizer com tudo isto que tenho muito respeitinho pelo Rui Zink. Mas quando o vi ontem a fazer de júri da Bela e o Mestre com uma camisa às flores, achei que ele tinha endoidecido. Não é tanto pelo concurso em si. É pela camisa.

Coisas da Têvê

Março 10, 2007 lilystrange 12 comments

Estreia amanhã um programa estupidamente interessante na TVI. Chama-se a Bela e o Monstro e consiste na junção de raparigas muito giras e homens muito inteligente dentro do mesmo espaço. O mundo vai ter agora a oportunidade de aprender como dizer “és même BOUA” de forma intelectual.

Categories: banalidade

Mas porquê?

Março 5, 2007 lilystrange 1 comment

Porquê?

Porque é que é tão fácil desarrumar a minha humilde casinha?
Porque é que é tão difícil arrumar a minha mansão?
Porque é que as minhas botas são tão giras?
Porque é que é tão difícil andar direitinha com elas?
Porque é que me apetece tanto estar na conversa?
Porque é que às vezes me apetece tanto estar sozinha?
Porque é que me lembro de ti a cada minuto?
Porque é que nem tenho muitas saudades tuas?

bleh

Eu quero dizer que é assim: Bom Natal, né? Prenda…

Dezembro 22, 2006 lilystrange 2 comments

Eu quero dizer que é assim:

Bom Natal, né? Prendas são boas mas as rabanadas são ainda melhores. Aletria aos molhos.

E quero dizer que não acho normal estar de ressaca.

Categories: banalidade

Não se passou grande coisa na vida desta aqui. Na…

Novembro 21, 2006 lilystrange 1 comment

Não se passou grande coisa na vida desta aqui.

Na sexta-feira cheguei a casa a chorar muito mais do que é permitido por lei.
Não dormi.

No sábado mudei a decoração da sala. A estante treme muito. Aquilo é má montagem desde que saiu do IKEA.

No Domingo dormi no sofá da sala, no chão da sala, na mesa da cozinha, na cama e na banheira.
Tinha sono, vá.

Ontem adormeci. Aguentei-me até às tantas para ver o Pedro, o Milionário. É tão jeitosinho o filho da mãe, atiradiço que só Deus sabe, mas giro giro.

Hoje adormeci.

Está tudo normal, portanto.

É.

Categories: banalidade

post offline

Novembro 9, 2006 lilystrange 5 comments

E que tal, e enquanto estou sem net, escrever num ficheiro levezinho do notepad e publicar
na empresa amanhã, enquanto a entidade patronal vem e não vem, mas a entidade patronal percebe que tenho um blog, um nome a manter. O mundo precisa de mim. Ou talvez até não, mas faz bem à auto-estima de qualquer pessoa pensar que o mundo precisa de nós. Quando não precisa, quando somos só pequenos pesos móveis, quando o que fazemos normalmente prejudica o mundo, ou o nosso próprio mundo. E se a entidade patronal entender que não devo actualizar o meu bloga lindo que me despeça. Devo estar algures na sala amarela. Puta de porta que foram lá pôr, até eu fico amarela com tanto amarelo, e a porta fechada é mais amarelo. Amarelo amarelo amarelo. Apetece-me beber algo.

Deverei escrever a data. 08-11-06 21:44.
The Killers no WMP. O último álbum, Sam’s Town. E não é nada mau o raio do álbum. Eu não comprei, deram-me uns senhores, aos bocadinhos. Demorou a chegar, mas chegou. Recebi um postal da Noruega. Olá, de um menino norueguês. Isto os nórdicos sempre despertaram em mim um apetite sexual altamente voraz. Como o holandês, o cabrão do holandês, bom mas bom, mau mas mau na cama. Como se a cama fosse primordial, tarada dum raio, diz a minha consciência. A minha consciência tem o seu quê de puritano. Eu acho que a minha consciência
foi educada à parte da minha pessoa, desenvolvendo uma dicotomia altamente perversa. Quem tem o seu quê de (consulta o prontuário…) (não encontrei a palavra) tola é a Nelly Furtado. Nelinha, que sabe fazer sopa de cãve em sua casa lá no Quemnadá. Esta cachopa canta bem, é gira, mas ri que nem tolinha. A Nelinha douda douda é capaz de soltar uma gargalhada estúpida a falar da fome na Etiopia.

Chamadas recebidas ontem à noite. Não atendi. Mensagem: “Não atendes porquê, preciso de falar contigo”. O anonimato continua. Mensagem a marcar encontro. Anonimato continua. Quem era afinal? Um dos sócios honorários da Super Bock. Para falar comigo, sobre o quê, também não sei, não compareci ao encontro. Vá chamem-me nomes, chamem.Mas o que é que eu ia dizer ao tipo. E o que é que ele me ia dizer. Nada de jeito, poi não? Não. É assim a vida.

o meu creme para as cicatrizes funciona. Na testa que é onde tenho posto. Há quem diga que tenho posto no rábo, whatever it means. E nas mamas… Whatever it means… Hás-de calçar saltos altos. Dizem-me. As minhas botas novas têm 3 cms de tacão e já me parece que me escangalho toda a andar com isto. Tão depressa que eu descia as escadas com os meus ténis gastos e lindos. Agora a minha produtividade desceu 0.0000000000005% por descer as escadas mais devagar.

Estou com um problema profissional. É que não me apetece trabalhar.

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Esperanças

Novembro 8, 2006 lilystrange 7 comments

Espero possuir ligação à internet em minha casa até ao próximo fim-de-semana. E tem mesmo de ser nem que eu vire o mundo ao contrário. Porque passar um fim-de-semana na terra dos leitões de duas e quatro patas já é, por si só, chato, mas passar o fim-de-semana na terra dos leitões e das porcas e porcos de duas patas sem internet ainda é mais. Tenho de arranjar daquelas anteninhas que apanha os canais todos todos todos e da maneira mais legal possível. Mas se calhar o melhor mesmo era arranjar um leitor de DVD que leia divx, porque estou fartinha de usar aqueles programas de conversão avi > DVD depois aquilo não funciona e depois aquilo diz bad disc, entretanto o leitor de DVD passa-se e eu enervo-me duma maneira surreal, com o estômago enrolado e a querer subir à boca, trémula das mãos, mas sempre a disfarçar, ou a tentar disfarçar que estou enervada e que de enervada me apetece vomitar e que de chateada me apetece gritar. Como se a pessoa de quem mais gostamos no mundo beijasse outra numa casa de banho perto de si.

Ontem, e para não fazer nada que me arrependesse, prendi-me na cama, depois de ter tomado 1/4 (pois é, Yashmeen). Prendi-me na cama, fechei os olhos com tanta força para ganhar força de assumir as minhas decisões. Mesmo que essas mesmas decisões me causem sensações como as birras do meu leitor de DVD.

Eu não sei muito bem o que escrevo aqui. Mas sei que para não perder tudo, tenho de fazer cedências. Ou lá quem concorde comigo abane o braço, quem não concorde comigo que abane a cabeça, quem tem coisas a dizer que comente. Não espero que percebam tudo o que digo, tento escrever ou expressar, porque nem eu própria percebo e este post é resultado de um turbilhão de ideias que me assalta a mente, mas eu percebo e assumo que o pouco que agora tenho é muito para mim, e é esse pouco que eu quero preservar e preciso de preservar, e preciso de cuidar e acarinhar, da mesma maneira que esse pouco me complementa, me estima e me preenche.

Eu quero agradecer às PDG, Yashmeen, Catarina e Vera C. o apoio em todas as alturas. Eu gosto muito de vocêzes. A sério.

Um dia atiro a alma ao ar e serei friamente feliz.

O MEC é o maior.

Abençoada clarividencia

Desde que me disseram que quando a luz de reserva de gasolina acende temos de ir abastecer o carro que a minha vida mudou. Fiquei a saber mais sobre as questões da vida.

Eu juro que tinha algo mais interessante para dizer, mas não me ocorre. Só digo que eu não estou dependente de droga propriamente dita. Era uma metáfora.

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