Este terá de ser um post especial. Por isso, vou começar do início.
Comecei nestas coisas de blog já há uns anos, primeiro num servidor brasileiro. Sempre gostei de escrever, posso não dizer nem uma coisa certa, posso ter (e tenho) um problema grave de pontuação, que estou, aliás, a tentar solucionar, posso ser muita coisa, mas sempre gostei de escrever. Então comecei a escrever. Depois descobri o blogger, e pimba, comecei uma coisa à séria. Inicialmente para escrever em inglês depois fartei-me e vai de português que é o que a malta gosta… ou não. Mas é, sem dúvida, o mais fácil e se em português já mando calinadas que valha-me deus, em inglês nem queria imaginar. Arranjei um nome para o blog, LOVE WILL BE YOUR DEATH, que ainda agora se mantem porque gosto muito de ser assim coerente. A frase vem de um texto do Billy Corgan (pasmem!!!) e o motivo do nome é porque me parecia lógico. E dá aquele ar dramático à coisa e tudo. Então estive no blogger durante algum tempo (leia-se anos), chateada porque toda a gente que pesquisava por aquela senhora cantora que tinha um site em que aparecia de cuecas mudei para outro blog dentro da plataforma blogger, chateada porque me hackearam o email, mudei para o wordpress. E agrada-me aqui. É quentinho.
Ao longo de 1000 posts disse muita treta. Mas muita mesmo. Quem aqui veio conheceu um pouco de mim, e talvez nem tenha conhecido nada de especial mesmo. Conheci algumas pessoas através do blog, pessoas que liam e gostavam do que escrevia, pessoas que liam e se identificavam com o que escrevia. De qualquer das formas, nunca, em tempo algum, pensei escrever directamente para que fosse lido massivamente. Gosto que me leiam, se o que escrever for idêntico ao que as pessoas sentem tanto melhor. É sinal de que não estou sozinha. E assim tem sido, poderam apreciar os meus momentos de tristeza, as minhas loucuras, a minha euforia, as minhas paixões. Em suma, todas as pessoas que têm lido o blog poderão, acima de tudo, acompanhar o meu crescimento… e não estou a ser pretensiosa quando o digo. Nos últimos anos cresci muito. Cresci mais do que estava à espera, cresci muito mais do que seria razoável crescer. Tanta cabeçada na parede, tanto desgosto, tanto problema, misturados com alegrias e felicidades normalmente dão em alguma coisa. Eu acho que cresci. Já não sou a estudante universitária que ia para a Sala de Computadores da Nova, sou uma criancinha no mundo dos adultos que luta para ter a vida que alguma vez sonhou ter. Ainda estou longe do sonho, mas estou bem mais perto. Continuo com os meus vícios, com as minhas obsessões que só o deus nosso senhor me poderá tirar, continuo com os meus erros gramaticais, mas sou uma outra pessoa. Se sou melhor ou pior, só aqueles que me conhecem o dirão.
Ao longo de 1000 posts escrevi o que me ía na alma. Pode ser irrelevante. Mas é tudo meu. Muito meu. Se perde o sentido, se daqui a um ano me parece, a mim mesma, uma idiotice pegada, quando escrevi era o que queria, era o que sentia. Era o que me angustiva, atormentava, alegrava e fazia feliz.
Agora vão os agradecimentos, que isto é bonito é com agradecimentos:
Diana, Marta, Cátia, Rosana, Vanda, Mara, Renato, Luciana(estas últimas seis pessoas viveram comigo, fisicamente, durante o período deste blog, estas últimas oito pessoas viveram comigo em todos os aspectos), Catarina, Paula, Paulo, Ana, Cátia, Susana, Marina, Xana, Tiago, Rita, Vera, Maria Porto, Karl, a minha mãe e o meu pai, a minha irmã, o meu sobrinho LINDO LINDO LINDO, os meus colegas de trabalho e os meus amigos em geral que são muitos para dizer mais. E quero também agradecer a todos os que me linkam, como o Gonn1000 e a Mei, entre outros.
Quero deixar também uma palavra de apreço ao meu Adónis que é fonte de inspiração e que tem sido o causador de grandes momentos de felicidade nos últimos 18 meses e também de alguma angústia.
Quero também dizer que não vou acabar com esta coisa, apesar de assim parecer, e daqui a pouco já estou a pôr o post número 1001 e assim sucessivamente, mesmo que ninguém esteja por aí para ler.
Para terminar, não vou aqui deixar uma citação em latim, porque é chato mostrar aqui a minha superioridade intelectual (olá modéstia), mas vou ali encontrar uma coisita do meu poeta preferido.
Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira semnão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me na visão do seu movimento.
Fernando Pessoa “O Livro do Dessassossego”