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Archive for the ‘music’ Category

O melhor de 2007 – a parte dos concertos.

Dezembro 14, 2007 lilystrange 3 comments

Ora bem, chega-se o fim de ano e o pessoal começa a fazer uma retrospectiva muito gira. Agora começam os concertos. Apercebi-me que se calhar talvez, não sei muito bem, vi demasiados concertos este ano.

E o 10.º melhor concerto que eu vi este ano vai para:

Placebo no Creamfields. A coisa estava a correr muito bem até, apesar do Brian estar a cantar mal, até que começam a fugir do palco. Este n.º 10 é só para não dizer que eles haviam era de ir a um certo sítio. E foram.

Os 9º e 8º melhores concertos:

Kaiser Chiefs e James no Summercase. Muito saltam/mexem-se aqueles rapazes. Muito muito.

O 7º melhor concerto:

A partir daqui começa a complicar… Mas talvez Arcade Fire no Summercase porque as bandas que vêm a seguir são enormes, para mim pelo menos.

O 6º melhor concerto:

Interpol no SBSR. Não foi assim o melhor concerto da minha vida mas foi a primeira vez que os vi e só por isso valeu a pena andar a chatear meio mundo para que me dessem o bilhete.

O melhor concerto #5: (e a partir daqui estão todos em ex aequo)

The White Stripes no Alive! – Diz-se que não vão fazer mais tours e é pena porque eu estava capaz de andar 600 km só para os ver.

O melhor concerto #4

PJ Harvey no Summercase. PJ Harvey a solo. Literalmente. E numa tenda onde a temperatura rondava os 50º.

O melhor concerto #3

Interpol no La Riviera em Madrid. Maravilhoso mas mesmo assim preferi o de Lisboa.

O melhor concerto #1:

Smashing Pumpkins no Alive e Interpol no Coliseu de Lisboa. Porque sim. Porque há sempre aqueles momentos indescritíveis que marcam um momento.
Menção honrosa: Scissor Sisters em Lisboa, porque em Barcelona adormeci, Blonde Redhead em Madrid.

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narc(oleptic)

touch your thighs, I’m the lonely one

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np.: Cubed – Interpol

Yeah I sure do miss the early days
When I was so drunk
Tied up in so many ways
Looking for the sanctity of love ’cause
I might make you handsome
Yeah, I might give you me
Handsome, it’s getting awfully tough
Oh Yeah, to have the right means

If it weren’t for this fear, I just might really be someone
But I can make it in peacetime, find some violence here and you come straight to me

Oh we’re starting up the rain again
Starting up the rain again
Starting to look the same again
I said isn’t that a shame

It goes by
By a fine wide mile
You’ll be there, for me sweetie pie
You’ll be there for the dream choir
Drop your money away

I might make you handsome
I might if you plead
Try the long way back
You can stay travelling with that black cab
You can stay travelling with that black cab
Honey if you did it, I would do that

Bitch Slap Maybelline stay hidden yeah remain unseen
Bitch Slap Maybelline stay hidden yeah remain unseen
Bitch slap Maybelline stay hidden
Bitch slap Maybelline stay hidden yeah remain

Why, why, why, why, why, why, why, why, why

Pumpkin don’t you stray that far within the room
Cause grammy will be coming home soon
You might get lost
I said you might get lost
Then I sure would miss you

Babe, someday I’ll break down
Babe, don’t break, I might drown
Baby at this rate, time should slow down

Categories: music

the lighthouse

It’s the place that’s said to break
It’s just as safe from the outside
Tonight

And I warned them
I face the storms at the tides
From the lighthouse

And I warned them
Unleash the storm and the night

What do the waves have to say now?
What do the waves have to say now?

Slow down

And let the waves have their way now
Slow, and let the waves
Have their day

And I warned them

Here I’ve been living
On roofs made from sin
I put an outward,
“Begin, begin.”

Here I’ve been lucid
I’m living within
Inwardly urgent
And sinking again

The lighthouse


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Madrid me mata

Novembro 12, 2007 lilystrange 4 comments

É só para dizer que apesar de ter sido vítima de uma aterragem falhada, estou viva. Ele há merdas, pá, que me deixam lixada. Detesto andar de avião, detesto aeroportos, detesto aquelas hospedeiras cheias de base mas que agora já nem são giras nem nada. (não obstante, no regresso a Lisboa vinha um hospedeiro tão lindo mas tão lindo que eu oh) E vai-se a ver, numa das poucas viagens que faço de avião, tenho uma aterragem falhada. Aquilo já a pouquinhos metros do chão e começa a levantar a levantar e lá vejo eu o Louresshopping outra vez. Confesso que o meu primeiro pensamento foi “Boa, vamos voltar para Madrid”, mas depois comecei a achar que aquilo podia ser grave e já me estava imaginar pendurada na 25 de Abril.

 Ora bem, vamos lá ao que interessa. Depois de uma noite agitada com o concerto em Lisboa, comigo a pensar que não, nunca vai esgotar e depois ter de recorrer à candonga (felizmente, consegui comprar a uma pessoa séria que só me pediu mais 2 euros do que o bilhete realmente custava), com um friozinho muito grande no estômago antes de começar o concerto, com gente muito simpática no camarote, com o Coliseu cheio e um público à altura do que os Interpol merecem, uma imperial de 3 euros num copo quente e dois dedos de conversa com um senhor louro speckled like a leopard.

Muito sono, trabalho acumulado, clientes a telefonar de cinco em cinco minutos, estou cansada e quero ir embora e encontro-me com as turistas Interpol e apanhamos o avião até Madrid. Entretanto confere, menina, confere, levas tudo, olha que agora já não dá tempo de voltar para trás, e vamos a 50km/h para o aeroporto, derramei lixívia nas minhas calças, não lavo a mão com a qual apertei a mão a outro senhor, comprei uma luva altamente resistente só para o efeito, tenho a mão suja e tudo, não lavo. Chegamos a Madrid a olhar para o mapa do metro, temos o mapa do google e uma fé do tamanho do mundo. Paramos num Burger King qualquer para comer qualquer coisa, a primeira coisa no dia todo fora uns m&m’s comprados no avião, os espanhóis não usam luvas nem nada a preparar os nossos hamburgueres e nem isso sabe bem. Vamos à procura do La Riviera, pensamos ser um sítio de bradar aos céus e afinal é um barracão ao lado duma estufa das couves. Imperial a 5 euros, mas que se lixe, para a próxima bebe água. Começa o concerto de Blonde Redhead, que por acaso achei melhor do que em Lisboa mas custou-me mais a passar, até porque em Lisboa estava sentada e ali não. Interpol começa e gente espanhola grita como se lhe estivessem a matar o burro. Muita gente histérica. Temos direito a olhar e sorriso. Termina o concerto, foi diferente do de Lisboa, não foi melhor, não senhor. Toma. Vamos para o aftershow, ganho um poster de interpol e som muito bom. Pena estar muito cansada e a puta da cerveja ser péssima. Porque a cerveja tira o cansaço ou pelo menos disfarça.

Acordamos no dia seguinte em Madrid e fico sozinha a explorar aquela cidade enorme. E maravilhosa. Cidades de P0rtugal, ponham os olhos em Madrid em vez de andarem a fazer competição para ver quem tem a maior feijoada ou o maior assador de castanhas. A cidade é fantástica. Tem Starbucks. E de cada vez que eu andava 50 metros e virava uma esquina, tudo me parecia estranhamente familiar. Madrid é, talvez, a cidade mais limpa que visitei, comparável apenas a Viena. Como era feriado municipal ou coisa do género lá, não consegui entrar em lado nenhum, e o único sítio aberto era o Museu do Prado, que teria, vá, uma fila de 600 pessoas para entrar. Voltei de Madrid com uma vontade enorme de voltar e de conhecer melhor. Quem me disse que o concerto de Madrid ia ser melhor que o de Lisboa, também me disse que Madrid era uma cidade fantástica e que ia, certamente, gostar. Gostei. Adorei Madrid.

Agora estou ressacadíssima de Madrid, dos concertos. Ando a cantar Interpol e pus toda a gente a dizer “Pol, pol, Interpol”. Vamos onde agora? Paris?

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the show is about to begin

Interpol. Hoje e amanhã. Em Lisboa e em Madrid.

 

E LilyStrange recorre, pela primeira vez, à candonga.

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love will get you dooooowwwwnnnnn

Outubro 4, 2007 lilystrange 2 comments

interpol

veio um senhor da UPS entregar.

Categories: music

Sometimes you need to…

Achei o meu VISA. Que bom que bom. Fiquei tão contente que comprei um bilhete para Interpol em Madrid. Mas ai não sei quê, mas eles vão a Lisboa tocar. Calai-vos. Já. PPPPPSSSHHHH. Eu sei o que faço. Pelo menos sei melhor orientar a minha vida do que a TAP sabe fazer contas. Eu a ver os vôos para Madrid e ai que barato, 24 euros cada um, e faço seguir a diz-me que terei de pagar 150 euros devido às taxas e sobretaxas. Esta denominação tem que se lhe diga, compramos um bilhete, esse bilhete tem taxas, que não escolhemos nem temos poder para optar, não sendo porém suficiente ainda temos taxas sobre as taxas que nos são impingidas. E isto é democracia.

Sometimes you need to rest. E é basicamente o que vou tentar fazer em Madrid. Descansar. Ter tempo para pensar em mim e nos outros, em mim e no resto do mundo. Eu como centro dum mundo que é o meu, mas com pessoas muito perto de mim. As pessoas que eu realmente quero perto de mim. Aqui há um tempo fui passear para Belém e fui logo comprar dois pastéis de Belém, que deviam, aliás, de ser promovidos a património mundial. Fui para o jardim e estava lá uma senhora cigana que lia a sina, ou pelo menos diz ela que lê a sina e disse-me “ah menina, dê-me cá a sua mão” e eu disse que não tinha dinheiro para lhe pagar por isso não dava. Ela agarrou-me mesmo assim na mão e disse-me “ah menina, a sua vida tem sido munto amarguradinha” e pronto assim ficamos. Sorri, ofereci-lhe um pastel, ela não quis, vim embora.

Amarguradinha.

So much for me believing that soul
So much of dreams to see are not prepared to know
Your heart makes me feel
Your heart makes me moan
For always and ever I’ll never let go
Always concealed safe and inside, alive

A minha prenda de anos do Interpol

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