Para nos lembrar que o amor é uma doença
Há muito tempo que não escrevia aqui sobre o amor, então hoje vou escrever sobre o amor e sobre a minha (parca) love life. Considerem-se avisados pois o nível de mel tende a aumentar abruptamente nos próximos parágrafos.
Tive a sorte ou o infortúnio de já ter conhecido e de ter tido relacionamentos com o homem dos meus sonhos, com o marido ideal e com o homem da minha vida. Não é a mesma pessoa, são três.
O homem dos meus sonhos é uma pessoa muitíssimo especial, muitíssimo bonita e acima de tudo doida da cabeça. E por sermos tão semelhantes na loucura é que nos demos muito bem durante um tempo, por isso é que trocamos juras de amor eterno, por isso é que depois de estarmos muito longe um do outro (milhares de quilómetros, pronto) é que chegamos à conclusão que afinal não era bem isto que queríamos. Passaram-se 6 anos e ainda é o homem dos meus sonhos e eu, a mulher dos sonhos dele. Desde que estejamos longe um do outro.
O marido ideal é uma paixão antiga. E apesar de não termos nada, mas mesmo nada a ver um com o outro, acho que ele seria o marido ideal. É verdade que ele ouve os Il Divo, mas ele é muito grande e quando me abraçava sentia-me a pessoa mais protegida do mundo. E por isso é que é o marido ideal, porque me protegia.
O homem da minha vida é o homem da minha vida há 3 anos. E não sei bem se é o homem da minha vida se é o meu melhor amigo. Mas tendo em conta a vontade que tenho em fazer certas e determinadas coisas com ele, diria que não é só o meu melhor amigo. Será talvez a pessoa que mais desperta em mim sentimentos ambíguos. Se por um lado vou até ao fim do mundo para lhe trazer uma gota de água, por outro expludo com ele quando o mundo me parece cair em cima. Num mês normal, passamos mais de 24 horas ao telefone. Não me protege, nem me abraça. Não me pede para ficar, nem me pergunta se preciso dele.Mas quando estou triste, quando estou muito triste, basta-me o sorriso dele para ficar melhor, mesmo quando são os actos dele o motivo da minha tristeza. E quando ele está muito triste, ele deita a cabeça no meu colo e diz-me prometer que não me deixa, faz-me prometer que não o deixo e somos duas crianças a braços com um sentimento que é o meu e uma necessidade dele. Talvez um dia nos complementemos. Talvez um dia, tudo deixará de fazer sentido quando nos deixarmos de complementar.











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