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Archive for the ‘o amor é fodido’ Category

Para nos lembrar que o amor é uma doença

Há muito tempo que não escrevia aqui sobre o amor, então hoje vou escrever sobre o amor e sobre a minha (parca) love life. Considerem-se avisados pois o nível de mel tende a aumentar abruptamente nos próximos parágrafos.
Tive a sorte ou o infortúnio de já ter conhecido e de ter tido relacionamentos com o homem dos meus sonhos, com o marido ideal e com o homem da minha vida. Não é a mesma pessoa, são três.
O homem dos meus sonhos é uma pessoa muitíssimo especial, muitíssimo bonita e acima de tudo doida da cabeça. E por sermos tão semelhantes na loucura é que nos demos muito bem durante um tempo, por isso é que trocamos juras de amor eterno, por isso é que depois de estarmos muito longe um do outro (milhares de quilómetros, pronto) é que chegamos à conclusão que afinal não era bem isto que queríamos. Passaram-se 6 anos e ainda é o homem dos meus sonhos e eu, a mulher dos sonhos dele. Desde que estejamos longe um do outro.

O marido ideal é uma paixão antiga. E apesar de não termos nada, mas mesmo nada a ver um com o outro, acho que ele seria o marido ideal. É verdade que ele ouve os Il Divo, mas ele é muito grande e quando me abraçava sentia-me a pessoa mais protegida do mundo. E por isso é que é o marido ideal, porque me protegia.

O homem da minha vida é o homem da minha vida há 3 anos. E não sei bem se é o homem da minha vida se é o meu melhor amigo. Mas tendo em conta a vontade que tenho em fazer certas e determinadas coisas com ele, diria que não é só o meu melhor amigo. Será talvez a pessoa que mais desperta em mim sentimentos ambíguos. Se por um lado vou até ao fim do mundo para lhe trazer uma gota de água, por outro expludo com ele quando o mundo me parece cair em cima. Num mês normal, passamos mais de 24 horas ao telefone. Não me protege, nem me abraça. Não me pede para ficar, nem me pergunta se preciso dele.Mas quando estou triste, quando estou muito triste, basta-me o sorriso dele para ficar melhor, mesmo quando são os actos dele o motivo da minha tristeza. E quando ele está muito triste, ele deita a cabeça no meu colo e diz-me prometer que não me deixa, faz-me prometer que não o deixo e somos duas crianças a braços com um sentimento que é o meu e uma necessidade dele. Talvez um dia nos complementemos. Talvez um dia, tudo deixará de  fazer sentido quando nos deixarmos de complementar.

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***rrrrrr-tttthhhrrruu***

Julho 26, 2008 lilystrange 2 comments

Dias difíceis aproximam-se na vida desta aqui.

Desta vez deve ter sido o Elvis Presley que apareceu lá por casa para almoçar.

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PICKING APPLES, MAKING PIES

Julho 18, 2008 lilystrange 2 comments

a gente às vezes abusa.

We’re half awake in our fake empire.

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oh diabo

Já não me lembrava que tinha escrito isto:

http://lilystrange.wordpress.com/2007/08/19/acerca-do-homem-da-minha-vida/

Mantenho o que disse.

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We look miserable

Wendy Lynch

Billy Corgan by Wendy Lynch

Neurose. Psicose. Obsessão. Maluquice. Estupidez. Insensatez. Ingenuidade. Imaturidade.
Amor. Ódio. Fascínio. Medo.

Nem sei porque te quero quando tudo em mim diz que não. Nem sei porque te protejo quando me deixas sem tecto, sem chão. Nem sei porque te estimo, porque nunca te interessaste pela minha estima. Não sei porque te vejo, nem porque te olho porque não queres que olhe para ti. Não consigo ser-te. Mas sou-te.

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E ataum

não falas do homem da tua vida?

E eu respondo Pá NÃO, porque esta coisa de amar e odiar e tão cedo amo e adoro e ai que coisa mais rechonchuda mais linda da menina como ai que grande besta que aquele animal me saiu, rebenta-me com as costuras do meu coração remendado.

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Se isto não é apendicite,

também não sei o que é. Mas deve ser mortal a julgar pelo que me dói, chegando, inclusive, a acordar-me.

Isto dois dias depois de ter levado a maior tampa da história da humanidade. Nem nos filmes eu vi tamanha tampa, nem naqueles filmes europeus de desgraça, nem nos blockbusters de Hollywood ou de Bollywood.

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Are you ready to be heartbroken?

Junho 20, 2008 lilystrange 6 comments

A história Rhys Ifans + Sienna Miller parte-me o coração.

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17 seconds to forget all your hurt and pain

Estou sem fazer nada.

E recebo uma mensagem do homem da minha vida que diz:

És uma bruxa mas adoro-te.

Nota: Ninguém aqui faz gritinhos histéricos.

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O teste dos soluços

Junho 3, 2008 lilystrange 3 comments

Ora bem, a minha rica mãe e a minha rica avó sempre me disseram que quando se tem soluços para se pensar em quem nos quer bem. Então, eu sou uma pessoa que tem muitos soluços ao ponto de já ter prevido como será a minha morte, que é estar 20 dias com soluços e puff bater a caçoleta. Como eu sou uma pessoa meia estúpida também [relembro que eu, e apenas eu, tenho autoridade para me chamar estúpida], utilizo os soluços como o termómetro do amor. Qual clube jamba, qual astrólogo. Então eu estava ainda agorinha ao telefone com a minha mãe, que diga-se de passagem é meia hiponcondríaca, e deu-me um ataque de soluços, a minha mãe disse para ir ao médico, eu pensei nele. E os soluços puff, acabaram. Sou boa nisto. E ele gosta de mim, ainda, que eu bem sei. E acho que gosta mais do que há duas semanas atrás, que eu sei e sinto e vejo mas não tenho. E eu bem que tento reconstruir a minha vida, passo a passo, cabeça erguida, minha filha, sim, minha mãe, mas depressa constato que é bastante mais fácil chegar à conclusão que a minha vida sem ele é pouco. Ou nada.

E o meu anel???????????????????????????????????

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É oficial

Maio 24, 2008 lilystrange 4 comments

he doesn’t care about me.

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Quando uma pessoa nasce estúpida

Ele perguntou-me se eu prometia nunca o deixar mesmo que ele fizesse muita merda.

Eu respondi que sim.

Parece que a estupidez se me entranhou na pele.

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Maio 6, 2008 lilystrange 2 comments

ando com a vontade de implicar.

I’ve been loving someone for 5 years wondering why he doesn’t love me back

in Californication.

Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances – porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece…

Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido

I can’t pretend I don’t need to defend some part of me from you

Abril 30, 2008 lilystrange 1 comment

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Conversas no MSN

Abril 28, 2008 lilystrange 1 comment

os amigos são assim. Arrancam-nos uma gargalhada quando temos o coração moribundo entre mãos.

lilystrange says:
eu já lhe disse que ele só me faz mal, mas ele diz que eu nunca vou encontrar ninguem como ele
Y says:
é provavel
lilystrange says:
pois
Y says:
mas tem q haver um testo para a tua panela

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Llorando por tu amor

Abril 28, 2008 lilystrange 1 comment

Na parte final de Prison Break, a música que marcou, no meu ponto de vista, Mulholland Drive.

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Apaixonei-me (outra vez)

e agora tenho o coração gripado.

Fui à Praia das Maçãs encher a cara de sal.

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Só temos falta de paciência

Abril 22, 2008 lilystrange 2 comments

Eu e o homem da minha vida vamos a uma sessão de aconselhamento matrimonial. Deve haver um motivo que nos explique porque é que preferimos estar fartos um do outro a estarmos longe.

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Love me

Temos medo de estar sozinhos. Temos medo de ficar sozinhos. Temo-nos um ao outro e pensamos que não precisamos de mais ninguém. Temos medo de ficar um sem o outro e juramos, mão na mão, que nunca nos vamos separar, independentemente do que acontecer, da merda que um ou outro fizer. Trocamos juras de amor eterno, juramos tudo um ao outro.

E no dia seguinte, esquecemos tudo.

Menos tu.

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Vai jorrar sangue

Liguei ao sr. homem da minha vida e ele despachou-me.

Literalmente.

Assim, sem dó nem piedade.

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Conversas Românticas

Março 13, 2008 lilystrange 6 comments

*estalinho com a boca*

Eu – Eu ainda vou casar contigo, ides ver.

Ele de olhos esbugalhados.

Eu – Ides ver. Eu ainda vou casar contigo. Depois transmitimos o casamento pela internet para as tuas ex-namoradas verem.

Ele – Oh meu Deus.

Eu – Assim na Igreja vestida de branco e elas todas roídas a verem o casamento em streaming. Ides ver.

Ele bufa um nadinha.

Eu – Depois morro é cheia de vudu, um par de horas depois.

Ele – O vinho era bom, não era?

Eu – Era.

*estalinho com a boca*

Vem aí a Primavera

Fevereiro 27, 2008 lilystrange 1 comment

e anda tudo de coração partido. E eu ou ando insensível às questões do amor ou o meu coração ganhou calo.

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Post Secret

Fevereiro 10, 2008 lilystrange 4 comments

PostSecret.com

ravanous.jpg

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Engana-me que eu gosto

Fevereiro 8, 2008 lilystrange 2 comments

hoje fui enganada. Pior que isso, é que gostei de o ser.

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Conversas no MSN

L.: Então pá, estás bom?

R.: Nopes.

L.: Então o que é que te fizeram? Partiram-te o coração?

R.: Aos bocadinhos.

L.: Oh deixa lá, isso passa. Olha, eu ando sempre com o meu aos retalhos e ainda não mandei nenhum tiro nos cornos.  Também não tenho a pistola.

R.: Isso vende-se na Feira da Ladra?

L.: Nah.

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And for the record

Não tive resposta ao pedido de casamento.

Categories: o amor é fodido

Eu tenho uma colher de pau e ‘tou passada da corneta. (*)

Fiz um pedido de casamento ao homem da minha vida.

E ainda não tenho resposta.

(*) créditos ao Sr. Nuno Marco.

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E tem mais

Janeiro 17, 2008 lilystrange 6 comments

A mesma pessoa que me disse “ah e tal, deves andar a pensar que isto está bem escrito” decidiu armar-se em psicoterapeuta. O que é que está mal na minha vida? Não consegui responder. Mas talvez tenha a ver com o facto de não conseguir comprar casa nem nos próximos mil anos (500 euros por mês por 75000 a 50 anos, belo negócio). OU com o facto de não ter qualquer perspectiva positiva na minha vida. Ou com o facto de adorar um rrrraaaapaz que está melhor com toda a gente do que comigo. Se calhar é isso.

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Um feio bonito

Janeiro 13, 2008 lilystrange 7 comments

Javier Bardem. E posso dizer que este homem foi o único a fazer-me chorar durante uns 3 dias devido ao filme Mar Adentro. (se não viram, vejam, se estiverem tristes não tenham facas por perto). A ler a entrevista na revista “Única” do Expresso desta semana.

Nunca tento conquistar o coração de ninguém. Isso implicaria colocar-me numa posição que não é a minha. Implicaria um esforço. Se a mulher não quiser ser conquistada por aquilo que sou, adiante. Que venha a próxima. Apaixonei-me pela minha professora quando tinha seis anos. Consegue imaginar tal coisa? Levava-lhe flores e estava, de facto, realmente apaixonado. Ainda hoje, tal como Marlon Brando usando o Método, recorro à dor daquele amor impossível!

Quase que somos almas gémeas.

este pelo menos não me trai nem se vende

Janeiro 13, 2008 lilystrange 6 comments

é quase o amor da minha vida, apesar de cheirar mal e não gostar do banhinho.

18-03-07_2159.jpg

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É só para dizer que

Estou um pouco cansada.

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A propósito do homem da minha vida

gosto muito de lhe segredar ao ouvido

adoro tracinho te

mas ele normalmente faz assim

pffff

com a boca

e quase sempre

ou sempre mesmo

molha os lábios

e eu digo-lhe outra vez

adoro tracinho te

e ele

faz

hum hum

e diz-me

não sejas chata

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O melhor de 2007 – a vidinha

Dezembro 14, 2007 lilystrange 1 comment

Não foi (pelo menos até à presente data) o ano em que ganhei o €uromillions. Não foi o ano mais feliz da minha vida, porque nada de extraordinariamente marcante aconteceu. Mas foi, até agora, o melhor ano da minha vida. Nem sei explicar porquê, mas foi e tem sido. O ano em que melhor me senti, o ano em que cresci bués aqui pudentro. O ano em que fiz 20 e pouquinhos anos. ah, e é verdade, montes de gente, assim bués, tem-me mandado emails a perguntar “onde é que pára o homem da tua vida”. Ora bem, ele está muito bemzinho de saúde, graças aos santinhos todos, Deus o proteja. A nossa relação está fixe. Poderia estar melhor, mas se calhar esta é a nossa relação possível e assim sendo terei de viver com esta realidade. Acerca dos meus sentimentos por ele… É tão lindinho. Adoro-o até sentir lágrimas nos olhos a pensar nele. Agora se ele me adora já não sei. Agora se ele me quer, também não sei. Mas isso não é, nem nunca foi impeditivo de gostar dele e de querer estar com ele com toda a minha força, mas não à força. Se outra pessoa existe e da qual ele gosta mais, deixo-o ir, desejando que essa pessoa fosse eu. Talvez um dia seja. Talvez nunca o venha a ser.

Este ano foi também bom a nível de obsessões. Desenvolvi uma patologia obsessiva com os Interpol e sonhei a ver os Smashing Pumpkins.

Call me Lazarus

Ontem armei-me em heroína e acabei sem gasolina. E algo me diz ser uma daquelas etapas da estrutura narrativa da aventura do herói do Campbell, na qual a heroína passa pelo período de provação.

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Sugestões precisam-se

Novembro 1, 2007 lilystrange 3 comments

o que é mesmo mesmo imperdível em Madrid?

Madrid espera-me naquela que será a primeira viagem solitária na vida de LilyStrange. Essa pandorca sou eu. Ah. Piadolas. Naquela que será a primeira viagem grande sem a Diana a dizer “ai que eu ainda tenho a remelas nos olhos” e enfia-se na casa de banho para sair de lá 4 horas depois a bufar que ninguém se despacha e eu e a Marta olhamos de ladinho. Por primeira grande viagem entenda-se um dia a sério na capital espanhola. Ida na 5ª feira, concerto de Interpol (SIM, EU SEI QUE ELES VÃO A LISBOA), 6ª feira preenchida com as sugestões que vocês me derem, ou não, e sábado o regresso. Para ser sincera, estou com medo de duas coisas. A primeira é de andar de avião, a segunda é, e sendo eu aquela perdida que ando sempre perdida mesmo quando encontro o caminho certo, não dar com o hotel ao fim de 15 minutos de ter saído do mesmo. E parece que já me estou a ver a ligar para o meu tesourinho a dizer “UUUUÀAAA, estou perdida” e ele tem de ligar para a Europol para me localizarem através do telemóvel e passados 5 dias de dormir em ruas madrilenas com as ratazanas, acham-me a ganhar hábitos de roedora. Ainda no outro dia nos Cascaisshopping, onde fui devolver um leitor de mp3-que-estava-avariado-mas-que-afinal-não-estava, saí do carro e disse para mim mesma “agora não te perdes, ora olha lá à tua volta, pandorca estúpida” e olhei à roda à roda. Passados 30 minutos tento voltar para o carro, ligo ao meu colega a dizer daqui a 20 minutos estou em Sintra espera por mim, e andei, andei, andei, subi e desci escadas mais de 900 vezes, com uma fatia de bolo dos Amores Perfeitos na mão, e andei, para cima para baixo, mando mensagem ao coleguinha a dizer que o melhor era ele ir andando de outra forma que eu estava perdida e sem perspectivas de me encontrar, e andei, por fora do parque, por dentro do centro comercial, e quase a ligar ao tesourinho a dizer “vem-me buscar pela tua saúde e pela minha” e a dar-me a vontade de chorar e a dizer para mim mesma para aguentar forte que aquela m*rda daquele centro comercial não havia de ser mais forte do que eu, e a lágrima no olho, onde é que eu pus aquele filha da p*ta do meu carro má lindo, e passadas 2 horas (leram bem, duas horas), eu e a fatia de bolo de Amores Perfeitos (que me custou 3 éros, já agora) lá achámos o carro. Ligo triunfante ao homem da minha vida que me chama estúpida porque ninguém dá 3 éros e tal por uma fatia de bolo, mesmo que seja dos Amores Perfeitos.

Por acaso esta semana foi bastante má para o homem da minha vida. Fui má. Ruinzona. Estúpida que nem uma porta. E agora são os sentimentos de culpa todos agarrados à minha alminha. Ninguém me manda ser estúpida. Mas eu não tenho sentimentos de culpa porque ele não me fala e manda à m*rda. Não. Os meus sentimentos de culpa são porque ele fala comigo e desabafa comigo como sempre, e eu tenho a sensação que sou ajuda para ele. Durante esta semana não fui ajuda para ele. E era nesta semana que ele mais precisava de mim.

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O meu pai não é presidente do BCP

Outubro 22, 2007 lilystrange 3 comments

E se fosse, não me emprestaria 12 milhões de euros, que eu bem o conheço. E se alguma vez eu pensasse em pedir-lhe 12 milhões, o máximo que ele me arranjava era boletins do Euromilhões, que por acaso são gratuitos, para eu tentar a minha sorte.

Hoje fui jantar com a paixão da minha vida. O homem da minha vida. Aquele que me faz sair da cama de manhã, aquele que me faz dormir bem de noite. Se existe alguém a quem eu quero mais do que eu desejo a mim mesma é a ele. E sorrio quando ele sorri. Rio quando ele ri. Choro quando ele chora. Adoeço de o ver doente. E sim, eu própria acharia ridículo ler isto, mas isto é o que eu sinto, acho, penso. Nada mais, nada menos. Estás apaixonado por mim, digo-lhe, e ele responde-me que sim. Não acredito. Será a única coisa que ele me diz e na qual eu não acredito. Ele pode dizer-me que vai demolir a Torre de Belém que eu fico consternada, pode dizer-me que o McDonald’s vai passar a vender pastéis de Belém feitos na hora e eu digo que vou passar a ir ao McDonald’s. Mas ele estar apaixonado por mim, até era algo que me fazia chorar como um bébé, mas não acredito. Acho que esta não é, para mim, uma relação recíproca (call me crazy). Concebi sempre esta relação em como eu dou, eu sou obcecada, eu faço tudo por, sem receber nada em troca. E pasme-se que nenhum contacto físico temos há mais de um ano. Por contacto físico entenda-se cama. Sexo puro e duro. Há mais de um ano que rien de rien.  Temos talvez muito mais do que isso. Ou eu tenho muito mais do que isso. Que é olhar nos olhos dele e encontrar a calma e o conforto. Tudo o que eu sempre quis. Tudo o que eu vou sempre querer. Com mais sexo, contudo, quando e sempre que for possível.

E vem o Platão falar em paixão platónica.

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Surprise sometimes will come around

surprise sometimes will come around

I will surprise you  sometime

I will come around

When you’re down. (*)

- I love you, pumpkin.

(agora é aquela parte em que dizes)

- I love you, honey bunny. (**)

(agora é aquela parte em que assaltamos um café, fazemos juras de amor eterno, um senhor de três metros e quarenta cita-nos uma passagem da Bíblia e juramos que morremos, que quase morremos, e vamos seguindo a nossa vida, com o rabo entre as pernas, e quqem sabe se vivemos felizes para sempre. Só não sabemos porque o Tarantino não deixou e nós não vivemos esta parte da história. Não assaltamos cafés. Mas esperneamos muito.)


Jolene  Jolene  Jolene Jolene

I’m begging of you, please don’t take my man.  (***)

(*) Interpol – Untitled

(**) do filme Pulp Fiction – Quentin Tarantino

(***) Jolene – Dolly Parton. Se bem que prefiro a versão dos White Stripes.

Categories: o amor é fodido

oh pá, deixa lá

vou só ali fazer uma asneirinha. uma asneirazita. Pronto. Posso ir? Vou lá então.

Categories: o amor é fodido

stop now before it’s too late


não te apaixones
contenta-te com a comédia

in filme que ontem deu na rtp2

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deixem-me estar

Outubro 2, 2007 lilystrange 2 comments

ME

sossegada.

I need time.

And space.

Photo by kodakwhore 

Eu andei a mexer na foto.  Sozinha.

Sometimes you need to…

Achei o meu VISA. Que bom que bom. Fiquei tão contente que comprei um bilhete para Interpol em Madrid. Mas ai não sei quê, mas eles vão a Lisboa tocar. Calai-vos. Já. PPPPPSSSHHHH. Eu sei o que faço. Pelo menos sei melhor orientar a minha vida do que a TAP sabe fazer contas. Eu a ver os vôos para Madrid e ai que barato, 24 euros cada um, e faço seguir a diz-me que terei de pagar 150 euros devido às taxas e sobretaxas. Esta denominação tem que se lhe diga, compramos um bilhete, esse bilhete tem taxas, que não escolhemos nem temos poder para optar, não sendo porém suficiente ainda temos taxas sobre as taxas que nos são impingidas. E isto é democracia.

Sometimes you need to rest. E é basicamente o que vou tentar fazer em Madrid. Descansar. Ter tempo para pensar em mim e nos outros, em mim e no resto do mundo. Eu como centro dum mundo que é o meu, mas com pessoas muito perto de mim. As pessoas que eu realmente quero perto de mim. Aqui há um tempo fui passear para Belém e fui logo comprar dois pastéis de Belém, que deviam, aliás, de ser promovidos a património mundial. Fui para o jardim e estava lá uma senhora cigana que lia a sina, ou pelo menos diz ela que lê a sina e disse-me “ah menina, dê-me cá a sua mão” e eu disse que não tinha dinheiro para lhe pagar por isso não dava. Ela agarrou-me mesmo assim na mão e disse-me “ah menina, a sua vida tem sido munto amarguradinha” e pronto assim ficamos. Sorri, ofereci-lhe um pastel, ela não quis, vim embora.

Amarguradinha.

So much for me believing that soul
So much of dreams to see are not prepared to know
Your heart makes me feel
Your heart makes me moan
For always and ever I’ll never let go
Always concealed safe and inside, alive

Sou cusca. Sou.

Setembro 27, 2007 lilystrange 5 comments

O homem da minha vida foi sair com a namorada nova. Que por acaso é a mesma de há 1 semana e tal. E diz-me ele que passou a noite toda a chamá-la o meu nome. O que não é necessariamente mau, aliás, e que às tantas teve de dizer-lhe quem eu era. O que ele disse é que eu já não sei, mas gostava de saber. Mesmo mesmo. Tenho o estômago enroladinho com a curiosidade. Nem vou dormir com a curiosidade. Até me doem as palmas das mãos. De bater com as mãos no chão a fazer birra.

Hoje sonhei com quem ainda não nasceu.

Categories: o amor é fodido

o princípio do fim

Setembro 24, 2007 lilystrange 2 comments

ou o final do princípio?

amo-te

um bocadinho

menos do que há duas semanas

um bocadinho

mais

desde ontem.

vive comigo para sempre. não te aproximes mais de mim. não adormeças perto de mim. não olhes para mim. não fales comigo. vem ver comigo para sempre. não me deixes sozinha. não me toques. nunca mais.

Categories: o amor é fodido

O amor é:

o homem da vossa vida adormecer em cima do vosso braço e, mesmo que tenham perfeita noção de que vão dali directamente para o hospital para que o braço seja amputado, não o acordam.

Categories: o amor é fodido

Arranquem-me o coração e dêem-no aos cães

Setembro 20, 2007 lilystrange 2 comments

O homem da minha vida tem uma namorada nova. Pois, já ouvi essa parte “mas ele vai ter sempre mil mulheres à volta dele”. Mas estou ciumenta, pronto.

Agora podem dizer: ah, mas ainda há quinze dias só falavas da paixão de adolescência. Pois… lá está. É só para verem o quão complicada é a minha vida.

Categories: o amor é fodido

não se preocupem, minha gente

Setembro 10, 2007 lilystrange 1 comment

muitas pessoas (leia-se nenhuma) têm-me questionado acerca do meu desaparecimento e têm feito histórias e essas coisas assim. Não se preocupem (é giro falar para ninguém) tenho aqui um problema de coração mas isto há-de passar. Qualquer dia.

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As voltas que a vida dá.

Setembro 7, 2007 lilystrange 3 comments

Anda uma mulher nisto há coisa de dois anos. Primeiro apaixona-se por um homem lindo de morrer que me vai matando o coração aos poucos e depois decido que a coisa tem de se endireitar e do nada encontra-se a paixão de adolescência. Nos entretantos, tenta-se recuperar a auto-estima perdida à pala do relacionamento com o homem da minha vida e cuido da imagem, gasto fortunas em Água Formas Luso para manter a linha. A puta da água é cara e parece que me dá fome. Mas é boa e beber água faz bem à saúde. Como peixe para fazer bem à saúde e à pele e essas tretas de maneira que daqui a pouco ganho guelras. A paixão de adolescência assim a ganhar um espaço considerável na minha mente e pela primeira vez em dois anos evito o homem da minha vida, coisa que ele estranha, e faz bem aqui ao ego. Formas Luso para manter a linha e eventualmente perder os 2 ou 3 kilos que me faltam para estar perfeitinha.

Tudo a correr bem não é? Fortunas em Formas Luso. Fortunas. Até que a paixão de adolescência me troca por uma balofa mamalhuda e feia e eu como 2 tabletes de chocolate Milka para me acalmar.

Bem sei que a beleza interior é que conta, mas aquela dava cá um trabalhinho ao Dr. Troy e ao Dr. MacNamara. OU lá como o homem se chama.

Anda uma pessoa.

Fodasse.

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don’t you wish you’ve never met her

my friend is a butcher he has sixteen knives.

I can’t miss you when you only miss her.

He was growing on me.

I don’t think you’re right.

I wish I could live free.

One day you‘ll live together. And life will be better.

My heart’s been breaking.

But I can’t pretend I don’t need to defend some part of me from you.

Our love to admire.

Our love to admire.

We’re looking alright tonight.

I don’t think I should go.

My love to admire.

Take it. Took it? You won’t take it anymore.

He whistles and he runs.

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O Sr. Nobel

Setembro 5, 2007 lilystrange 3 comments

Chegou a tristeza de Jesus a um ponto tal que um dia Marta lhe disse, Não me morras tu agora, que então iria saber que coisa era morrer-me Lázaro novamente, e Maria de Magdala, no segredo da escura noite, murmurando sob o lençol comum, queixa e gemido de animal que se escondeu para sofrer, Precisas hoje de mim como nunca precisaste antes, sou eu que não posso alcançar-te onde estás, porque te fechaste atrás duma porta que não é para forças humanas, e Jesus, que a Marta tinha respondido, Na minha morte estarão presentes todas as mortes de Lázaro, ele é o que sempre estará morrendo e não pode ser ressuscitado, pediu e rogou a Maria, Mesmo quando não possas entrar, não te afastes de mim, estende-me sempre a tua mão mesmo quando não puderes ver-me, se o não fizeres, esquecer-me-ei da vida, ou ela me esquecerá. Dias passados, Jesus foi juntar-se aos discípulos, e Maria de Magdala foi com ele, Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti, disse-lhe, e ele respondeu, Quero estar onde a minha sombra estiver, se lá é que estiverem os teus olhos. Amavam-se e diziam palavras como estas, não apenas por serem belas ou verdadeiras, se é possível ser-se o mesmo ao mesmo tempo, mas porque pressentiam que o tempo das sombras estava chegando na sua hora, e era preciso que começassem a acostumar-se, ainda juntos, à escuridão da ausência definitiva.

José Saramago.

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Apesar do calor

A depressão do Outono veio mais cedo. A minha mãe diz que tem um bloqueio no coração, que é a doença do pai, mas o Senhor meu AVÔ mesmo com o coração a bater fraquinho tinha quase 90 anos quando faleceu. Não é doença de perigo, digo à minha mãe. Pior são os calores, filha.

Está calor lá fora.

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