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Archive for the ‘SOU BURRA E GOSTO’ Category

Muita falta tu me fazes

E por muito piroso que ache, apetece-me dizer-te: vamos dormir juntinhos, deixa-me afogar a cara no teu peito, sê o meu rei… é o que apetece dizer-te. Por isso, meu amor, vamos dormir juntinhos, deixa-me afogar a cara no teu peito, sê o meu rei, embala-me no teu dormir, leva-me para os teus sonhos. E deixa-me amar-te. Muito.

“Crestfallen”

Who am I to need you when I’m down
Where are you when I need you around
Your life is not your own

And all I ask you
Is for another chance
Another way around you
To live by circumstance, once again

Who am I to need you now
To ask you why to tell you no
To deserve your love and sympathy
You were never meant to belong to me

And you may go, but I know you won’t leave
Too many years built into memories
Your life is not your own

Who am I to need you now
To ask you why to tell you no
To deserve your love and sympathy
You were never meant to belong to me

Who am I to you?
Along the way
I lost my faith

And as you were, you’ll be again
To mold like clay, to break like dirt
To tear me uo in your sympathy
You were never meant to belong to me
You were never meant to belong to me
You were never meant to belong to me

Who am I?

Coisas da Vida

As coisas da Vida. O gato que mia sem parar porque se vê sozinho. Sai da cozinha, menino, estou aqui eu. Está inconsolável o bichinho, é drama queen, como a criada dele. Anda cá, teimo e teimo, na esperança que ele se cale. Não adianta. A criada dele, eu, está inconsolável por tudo que foi e que não volta a ser. A criada dele consegue quase sempre arranjar forças sabe-se lá onde para combater tudo o que a magoa, desta vez a dificuldade aumenta, mas a esperança também não diminui. Fazem-se apostas na Bet&Win para ver quando vou quebrar. Mas eu não vou quebrar, por mais alto que seja o prémio, nem que para isso tenha de mostrar o que não sou, nem que para isso tenha de gritar bem alto que eu não cedo. Não abdico de um amor que é o meu, não abdico do que eu quero, não abdico da forma como eu te quero. Porque és a minha vida, agora. Porque és marco, cicatriz num coração que é o meu e que teima em não deixar de dizer que gosto de ti, e que és tu que me interessa e mais ninguém. Magoa-me demais viver sem ti, magoa-me ainda mais perceber tudo o que tu és, aceitar tudo o que tu és, e tu nem sequer percebes o que eu sinto por ti. Psicose, diz-me tu. Mania. Obsessão. Será certamente uma dessas patologias, para ti, não será certamente apenas isso, para mim. E se todas as pessoas que te aprazem ocupam a tua mente e os teus dias te deixarem, e se todas as pessoas melhores que eu não te derem a companhia que necessitas, eu quero que saibas que eu estou aqui. Nem que seja a última da lista, nem que tenha de ver o meu lugar sendo passado para trás vezes sem conta, nem que nem tenha lugar, és tu quem me interessa e ninguém mais.

“Olho para o retrovisor e vejo-te a ti no meio de um autocarro cheio de pessoas exactamente iguais, iguais a ti. O motorista – olá como vai? – a senhora que se pendura a um dos ferros agarrando com muita força a mala que transporta – sou eu , sou eu dizes! – aquele miúdo , aquela mulher, aquele senhor, ticket ticket! – dizes brincando aos revisores – e de repente, uma paragem onde todos saem humilhando as outras saídas que esperavam ainda recebê-los.

Eis-me no carro a esta hora, a mesma música que ouviras no caminho para casa, o mesmo vidro embaciado, a mesma seiva que escorre agora por este vidro plano, o mesmo cigarro que apagaste, as mesmas notícias com as quais adormeceras. Eis-me – não finjas! a mesma foto que sabes não ser eu, o mesmo vulto que te trespassa, o mesmo jeito que te afaga e que agora caminha pelo mesma estrada que há pouco percorreras.

Eis-me de regresso a casa, metendo as chaves à porta – bom dia como vai, é a vida , é a vida, tem que ser ser! Tem que ser! – fazendo tudo para que não acordes, entrando devagarinho, devagarinho – shiuu! – não fazendo barulho algum – mesmo sabendo que no quarto onde te imagino, nessa cama que me aguarda, tu nunca estiveste, tal qual o vidro embaciado que agora é manhã clara.”

Fernando Alvim – diz tudo bem melhor do que eu.

Post Lamechas

“Já um desgosto de amor é um desgosto completo: uma desilusão e uma angústia; uma frustração de quase não existir, que começa por nós próprios num incêndio de chuva que vai por aí afora até estragar o mundo inteiro, incluindo o que mais se queria proteger: a pessoa amada.”*

O amor, o amor. Definição vaga. Amor. Paixão. Definição de dicionário.
Amor. S.m. sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; objecto da nossa afeição; paixão; afecto; inclinação. **

Objecto dos nossos desejos. O mesmo objecto que nos repela, o mesmo objecto que nos martiriza, o mesmo objecto que nos torna tudo o que queremos ser, o mesmo objecto que nos completa, mesmo que não o completemos.

Afeição. S.f. acto ou efeito de afeiçoar ou afeiçoar-se; afecto; amizade; simpatia; inclinação.**

Estágio primário de um amor que é o nosso. Simpatia. Crescendo de afectos. Amizade. O que quer que seja.

Paixão. S.f. Tendência dominante, ou mesmo dominadora e geralmente exclusiva, que exerce, de modo mais ou menos constante, acção directora sobre a conduta e o pensamento, orientando os juízos de valor e impedindo o exercício de uma lógica imparcial; sentimento profundo; grande predilecção; afecto violento; amor ardente; o objecto desse amor; grande desgosto; parcialidade, tendência exaltada, exclusiva, absorvente e duradoira. **

Paixão associada a grande desgosto. O amor associado a paixão. O amor associado a afecto. O afecto considerado mais ou menos redundante, associado a algo que poderemos nutrir por qualquer pessoa. A paixão que pressupõe o grande desgosto, a irracionalidade, tudo o que o amor nos dá, e que não nos poderá dar.

“Os desgostos de amor estragam a alma. É preciso ter muito medo deles. Respeito. Cuidadinho. Tratar o amor nas palminhas. Mesmo antes de chegar a pessoas que se vai amar. E, em vez de amar, tornam-se músculos leves e cínicos, trocistas e elegantes. Pode até ser muito giro ser assim. Mas está para o amor como o gosto de uma pedra de sal está para o mar.”*

“Os desgostos de amor fazem andar o mundo”***

Fazem andar o mundo dos outros. De quem nunca amou. De quem não ama. De que é tão forte que não se deixa abalar por aquele afecto violento. Os desgostos de amor até podem fazer andar o mundo. Mas param o nosso. E é possível deixar de amar? Ou é apenas possível amar outro, amando o mesmo?

Tenho o furor de amar. Meu coração é louco.
O quando e o onde, e a quem, importa pouco.
Que um clarão de beleza, virtude, ou pujança
Brilhe, e ele se precipita, e voa, e se lança. ****

Será que se pode falar tão levianamente de amor? Não estarei eu própria eu aqui a fazê-lo. Amar quando e onde e quem é irrelevante. Amor a outro. Amor a si próprio? Amor a si próprio por certo. E será que é menos amor assim?

O amor eterno?

Eu possa me [sic] dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. *****

E com esta lengalenga toda, soube mesmo bem ver-te esta tarde. Mesmo com as parcas horas de sono. Mesmo que tenha acordado a meio da manhã com saudades de ti. Encontro-me privada de ti. Mesmo quando não é suposto ter-te. As saudades são tuas. Eu? Não sei.

*Miguel Esteves Cardoso, Actual, Expresso, 13 de Janeiro de 07
** Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 8ª Edição.
*** Leonor Pinhão, Actual, Expresso, 13 de Janeiro de 07
****Paul Verlaine, Lucien Létinois – V, Poemas de amor e abandono, A mar Arte, edição e tradução manhosas.
***** Vinicius de Moraes, a mesma edição.

NOTA: Se alguém se encontrar em estado hiperglicémico no seguimento de ter lido este post, olha, eu só não digo que se vá f*der porque isso pode querer dizer “fazer amor desenfreadamente”.

Running Up That Hill

It doesn’t hurt me.
You wanna feel how it feels?
You wanna know, know that it doesn’t hurt me?
You wanna hear about the deal I’m making?
You *be running up that hill*
You and me *be running up that hill*

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could, oh…

You don’t want to hurt me,
But see how deep the bullet lies.
Unaware that I’m tearing you asunder.
There is thunder in our hearts, baby.
So much hate for the ones we love?
Tell me, we both matter, don’t we?

You, *be running up that hill*
You and me, *be running up that hill*
You and me won’t be unhappy.

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building,
If I only could, oh…

‘C’mon, baby, c’mon, c’mon, darling,
Let me steal this moment from you now.
C’mon, angel, c’mon, c’mon, darling,
Let’s exchange the experience, oh…’

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems. x2

‘If I only could, be running up that hill.’ x7

Kate Bush

notícias do fundo da ria

Poderei ter de vos dar uma notícia muito muito má. Principalmente para mim. É uma coisa aborrecida, mas que tem vindo a ser adiada sucessivamente embora seja uma coisa inadiável. Às vezes fazemos escolhas na vida, às vezes resultam, outras vezes não. Esta escolha que eu fiz não resultou, não é nada mais que um adiar de decisões e de “tapar os olhos”. Por isso, e muito provavelmente vou ter de vos dar uma notícia muito má.
(se estiverem com vontade de me encher de porrada, força!!)
A notícia má que eu tenho para vos dar, melhor, a notícia má que vou ter de vos dar, ou então, a notícia má que eventualmente terei de vos dar, ou talvez a notícia má que pode ser que não seja tão má assim, se não arrebentar amanhã, já não rebenta.

A notícia má………. ok, you need to stop this now

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Como posso eu esquecer-me de mim para que me lembr…

Como posso eu esquecer-me de mim para que me lembre de ti?

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