All too sore for sound.*

Ter a casa quase toda para arrumar, um cão hiper-activo, hiper-activo à séria e não hiper-activo como as crianças que, coitadas, só querem brincar, o carro a pedir revisão e não ter o livro da revisão, ter compras para fazer e pouco sítio para arrumar, a roupa toda passada a ferro e só eu sei o que me custa ter a roupa toda passada a ferro, ter a orelha direita a arder e diz o ditado popular que é alguém que nos trai, como se não fosse suficiente que a traição me tenha já fodido o coração e a cabeça ainda me fode a orelha, vermelha como um tomate.

Grandes putas.

Fazer de conta. Fazer de conta porque já não se aturam lamúrias, já não se aturam queixumes, viver em permanente estado Prozac porque não há paciência para as minhas lamúrias. Mas, no fundo no fundo, nem eu tenho paciência para as minhas lamúrias. Tentar ser feliz. Com o que tenho de perfeito. Esquecer-me do imperfeito e querer ter mais, ainda mais. No meio das imperfeições que eu sou, do pouco que sou, do muito que sou, ser eu.

E correr mundo.

* Bon Iver – Wash

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