Wrong time

“We met at the wrong time. That’s what I keep telling myself anyway. Maybe one day years from now, we’ll meet in a coffee shop in a far away city somewhere and we could give it another shot.”

Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)

Prometes, Carlitos?

If you’re going to try, go all the way. Otherwise, don’t even start. This could mean losing girlfriends, wives, relatives and maybe even your mind. It could mean not eating for three or four days. It could mean freezing on a park bench. It could mean jail. It could mean derision. It could mean mockery–
isolation. Isolation is the gift. All the others are a test of your endurance,
of how much you really want to do it. And, you’ll do it, despite rejection and the worst odds. And it will be better than anything else you can imagine. If you’re going to try, go all the way. There is no other feeling like that. You will be alone with the gods, and the nights will flame with fire. You will ride
life straight to perfect laughter. It’s the only good fight there is.

Charles Bukowski

Sinto ainda ter no meu peito coisas tuas

Há uma música de Foge Foge Bandido em que o Manel Cruz sussurra, depois de, penso eu, 80 litros de vinho carrascão e de uma navalhada no coração e de uma tristeza sem fim e de uma melancolia e de uma solidão acompanhada. E de um querer-te a ti, eu, e de um não te querer, eu. E de uma solidão minha, e só minha.


As minhas saudades tuas – Foge Foge Bandido

tenho saudades tuas

isso eu sei porque eu sinto no meu peito essas ruas

nunca imaginei um amor assim
e agora até ficou real
mas isso trouxe coisas atrás
no momento de uma decisão percebes tudo o que o presente faz
mesmo querendo ter alguém eu quero ter-me a mim
mas meu amor
nenhum de nós deixará de ser real
passo por essas ruas
isso eu sei porque eu sinto ter ainda no meu peito coisas tuas

Migo

Talvez tenha de esquecer-te. Deixar que o tempo passe. Deixar que tu passes e que saias da minha cabeça. Ou que entres na minha vida.

Em todo o lado uma réstia de esperança. Não é muita, mas alguma, que me enche o peito e faz com que não me irrite com o batalhão de passarinhos que chilreia todos os domingos de manhã à minha janela do quarto, como se me trouxesse as boas novas quando na verdade só me acordam no único dia em que posso dormir até mais tarde. Filhos da mãe dos passarinhos. Não lhes sei a raça.

Também não conheço a tua, mas vou captar todas as coisas miseráveis sobre ti. São poucas, mas cambaleias a andar, tens uma voz pouco serena, escreves há sem agá e chamas “migos” e “migas” às pessoas que consideras tuas amigas. Que deixaste que entrassem na tua vida. Que fazem parte da tua vida.

 Se um dia me chamares “miga” nunca mais te olho para a cara, mas dava este mundo e o outro* para fazer parte da tua vida.

Nada mais há de execrável em ti.
* para não usar a brejeiríssima expressão “dava o cu e 8 tostões”